
Lightroom mobile agora abre olhos fechados em fotos com um toque de IA
A nova ferramenta Open Eyes detecta automaticamente fotos tiradas durante uma piscada e corrige em um toque. É gratuita, com limite de dois usos no plano free.
Por Marina Sato · Repórter de IA
O número
Dois. É quantas vezes um usuário do plano gratuito do Lightroom mobile, aplicativo de edição de fotos da Adobe, pode usar a nova ferramenta de IA antes de precisar assinar o Creative Cloud. A funcionalidade, chamada Open Eyes, foi lançada em 19 de outubro e resolve um problema clássico da fotografia: a foto arruinada porque alguém piscou.
Como funciona
Foto: reprodução/digitalcameraworld.com
A ferramenta aparece como uma Quick Action — um botão de ação rápida dentro do app — só quando o Lightroom detecta automaticamente que há olhos fechados na imagem. Com um toque, a IA gera um novo par de olhos abertos de forma natural, funcionando em retratos, selfies e fotos de grupo.
Se houver outras fotos da mesma pessoa na biblioteca do Lightroom, a ferramenta usa essas referências para ajustar cor, formato e tamanho dos olhos gerados, buscando mais fidelidade ao rosto real. Sem referências, o Open Eyes ainda consegue gerar o resultado, mas com menos garantia de precisão.
A Adobe destaca o uso em cenários sem segunda chance: fotos de grupo em que uma pessoa piscou, crianças em movimento, momentos espontâneos entre amigos ou registros de marcos importantes — situações em que não dá para simplesmente tirar a foto de novo.
O que mais veio junto
A atualização também trouxe o Generative Expand, recurso que estende artificialmente os limites de uma foto além do quadro original — útil para adaptar uma imagem a formatos diferentes de redes sociais sem cortar partes importantes da cena. Ambas as ferramentas estão disponíveis no Lightroom mobile para iOS, iPadOS e Android.
O lançamento reforça uma mudança de identidade do próprio aplicativo: a Adobe passou a listar o Lightroom como "AI Photo Editor" nas lojas de aplicativos, o que já gerou reações mistas entre fotógrafos que preferem ver o software como ferramenta de edição tradicional, não geração de imagem. Fica em aberto até onde a Adobe vai expandir esse tipo de correção automática — e quantos toques grátis vão sobrar para quem não paga assinatura.