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Mercado26 de set. de 2026, 16:40

Lightspeed reduz fundo pela metade e aposta tudo em IA na Índia

A gestora de Vale do Silício mira US$ 250 milhões para o quinto fundo dedicado à Índia — metade do valor do anterior — e concentra tudo em startups de IA em estágio inicial.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 250 milhões, metade do fundo anterior

A Lightspeed, gestora de venture capital do Vale do Silício com cerca de US$ 65 bilhões em ativos sob gestão globalmente, está captando US$ 250 milhões para o quinto fundo dedicado à Índia, batizado de India Partners V. É metade do tamanho do fundo anterior, de US$ 500 milhões, levantado em 2022 — mas 80% do capital já está comprometido por investidores, segundo a TechCrunch.

Tudo em cima da IA

Diferente das rodadas anteriores, que cobriam múltiplos setores, o India Partners V vai investir exclusivamente em startups de inteligência artificial em estágio inicial na Índia e no Sudeste Asiático. O período de investimento também encolheu, de cerca de quatro anos nos fundos passados para 2,5 anos — sinal de que a gestora quer colocar o dinheiro em campo mais rápido, com os primeiros aportes previstos para dali a dois meses.

Fundos globais e locais andando juntos

A mudança mais estrutural é de calendário: pela primeira vez, a Lightspeed vai alinhar o ciclo de captação da Índia com o dos seus fundos globais, aproximando uma operação regional criada há quase 20 anos do resto da casa. A mesma equipe que geriu os quatro fundos anteriores comanda o novo veículo, que segue o portfólio indiano já beneficiado por cerca de US$ 900 milhões dos fundos locais e mais US$ 1,6 bilhão vindo dos fundos globais da gestora.

Quem já bebeu dessa fonte

A Lightspeed é investidora de peso em IA fora da Índia — está no cap table de empresas como a Anthropic, criadora do assistente Claude, a xAI, startup de inteligência artificial de Elon Musk, e a Databricks, plataforma de dados usada por grandes empresas — e, dentro do país, apoiou a Sarvam AI, uma das principais desenvolvedoras indianas de modelos de linguagem. A aposta é que a onda de startups de aplicação de IA na região seja grande o suficiente para justificar um fundo menor, mais concentrado e mais rápido de investir do que o modelo generalista adotado até aqui.

Falta saber se o fundo vai fechar acima do teto de US$ 250 milhões — como aconteceu com o anterior, que superou a meta inicial — e se a aposta batendo tudo em IA vai se sustentar caso o ciclo de entusiasmo do setor esfrie antes dos 2,5 anos previstos para o período de investimento.

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