tech & talk
Segurança11 de set. de 2026, 11:15

LinkedIn vence na Justiça processos por escanear extensões do Chrome dos usuários

Um juiz federal dos EUA rejeitou duas ações coletivas que acusavam o LinkedIn, rede social profissional hoje do grupo Microsoft, de vasculhar o navegador dos usuários em busca de extensões instaladas. Autores têm até 22 de setembro para reformular a queixa.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

Compartilhar

O que aconteceu

O juiz federal Vince Chhabria, do Distrito Norte da Califórnia, rejeitou duas ações coletivas movidas contra o LinkedIn, rede social profissional hoje pertencente ao grupo Microsoft, que acusavam a plataforma de escanear secretamente o navegador dos usuários para identificar extensões do Chrome instaladas. As ações fazem parte do chamado "BrowserGate", nome dado a uma investigação publicada em abril de 2026 pela Fairlinked e.V., organização alemã de direitos digitais, segundo a qual toda vez que uma página do LinkedIn carrega em um navegador baseado em Chromium, o site injeta um script que varre o ambiente do navegador em busca de mais de 6.000 extensões diferentes.

Os processos, movidos pelos californianos Jeff Ganan e Nicholas Farrell, alegavam violação das leis de privacidade da Califórnia e das leis antihacking que proíbem acesso não autorizado a computadores de terceiros. Segundo a decisão, porém, os autores não comprovaram ter legitimidade para processar: Ganan "nunca alegou que tinha qualquer extensão instalada", enquanto Farrell disse ter "várias" extensões, mas não demonstrou que alguma delas de fato revelou informações sensíveis ao LinkedIn. O juiz deu prazo até 22 de setembro para uma nova tentativa, mas indicou ser improvável que os autores consigam avançar, já que, em suas palavras, "usuários baixam extensões de navegador voluntariamente, e elas por natureza expõem dados intencionalmente aos sites".

O LinkedIn confirmou publicamente que verifica extensões que "coletam dados sem o consentimento dos membros ou violam de outra forma os Termos de Serviço" da plataforma, apresentando a prática como medida de segurança contra scraping e abuso.

Quem é afetado

Usuários do LinkedIn que acessam a rede via navegadores baseados em Chromium (como o próprio Chrome, Edge e Brave) e que têm extensões instaladas — prática comum entre profissionais que usam bloqueadores de anúncios, gerenciadores de senhas ou ferramentas de produtividade.

O que fazer agora

  • Revise periodicamente as extensões instaladas no navegador e remova as que não usa mais.
  • Prefira instalar extensões apenas de desenvolvedores confiáveis e com boas avaliações na loja oficial.
  • Lembre-se de que, tecnicamente, sites podem detectar a presença de certas extensões mesmo sem seu conteúdo ser lido — evite considerar isso, por si só, um vazamento de dados sensíveis.
  • Acompanhe o desdobramento do caso: os autores ainda podem apresentar uma petição emendada até 22 de setembro.
linkedinprivacidadeextensõeschromejustiça
Compartilhar