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Gadgets17 de ago. de 2026, 15:03

Linux 7.2 chega com suporte inicial a Apple M3 e escalonamento por cache

Linus Torvalds anunciou o Linux 7.2 sem precisar de uma oitava semana de testes, trazendo cache aware scheduling, suporte inicial ao Apple M3 e ajustes para as próximas gerações de chips AMD, Intel e Nvidia.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Linus Torvalds anunciou oficialmente o Linux 7.2 em 16 de agosto, e a versão chegou no prazo, sem precisar da oitava semana extra de testes que às vezes acontece quando o ciclo de desenvolvimento sai do controle. Ainda assim, o próprio criador do kernel admitiu desconforto com o tamanho da atualização final, atribuindo o volume ao que chamou de "nova normalidade" do projeto — um período em que desenvolvedores usam cada vez mais ferramentas de IA para gerar código e encontrar bugs, inflando o número de contribuições a cada ciclo.

O que muda na prática

A especificação de maior destaque é o Cache Aware Scheduling, recurso pensado para processadores multicore como AMD EPYC 5 e Intel Xeon 6, que reduz o trabalho desnecessário de acesso à memória ao aproveitar melhor os dados já armazenados em cache. Na prática, isso deve significar ganhos de desempenho sem custo extra de hardware — o tipo de melhoria que só aparece em benchmarks, mas que sustenta a promessa de eficiência do kernel geração após geração.

Outro ponto que chama atenção é o suporte inicial ao Apple M3, o que abre caminho para rodar Linux em Macs equipados com esse chip — um processo que sempre leva tempo até amadurecer, mas que começa aqui. O kernel também ganhou preparação para chips futuros de AMD, Intel e Nvidia, além de suporte ao controlador de jogos Zenaim Leverless, mostrando que o Linux segue de olho tanto no data center quanto no desktop e nos periféricos de nicho.

Do lado das descontinuações, saíram o suporte a AppleTalk e a adaptadores ISA e PCMCIA em redes ARCNet — tecnologias que já não faziam sentido manter num kernel voltado para hardware moderno.

Vale a atualização?

Para quem usa distribuições Linux no dia a dia, o Linux 7.2 chega mais como uma evolução incremental do que como uma revolução — mas é exatamente esse tipo de ajuste fino, geração após geração, que mantém o kernel competitivo em servidores e desktops. Torvalds já sinaliza que, a partir de segunda-feira, começa a janela de fusão para o Linux 7.3, quando novas funcionalidades maiores entram em teste. Para o usuário final no Brasil, o impacto direto é indireto: quem sente mesmo a diferença são as distribuições e os fabricantes de hardware que dependem do kernel para oferecer suporte a componentes novos.

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