
Logitech G Pro X3 Superstrike: mouse com clique háptico chega por US$ 199,99
O sucessor do Pro X2 Superstrike mantém os atuadores hápticos no lugar dos switches mecânicos, ganha bateria de 135 horas e chega às lojas em 6 de outubro por US$ 20 a mais que o modelo anterior.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O clique que não é clique
Testar um mouse com HITS (Haptic Inductive Trigger System) pela primeira vez é estranho. Não tem aquele estalo mecânico de switch óptico ou de membrana: o botão é acionado por indução eletromagnética e a sensação de clique é simulada por um atuador háptico. Na prática, isso significa que dá pra ajustar via software o ponto exato em que o clique é reconhecido — algo impensável num mouse com switch tradicional, que tem curso fixo. É a mesma lógica dos teclados de efeito Hall que viraram febre entre competitivos, só que aplicada ao botão do mouse.
A Logitech já tinha estreado essa tecnologia no G Pro X2 Superstrike, lançado em fevereiro deste ano por US$ 179,99. Agora vem o G Pro X3 Superstrike, que chega às lojas em 6 de outubro custando US$ 199,99 — US$ 20 a mais que o antecessor direto.
O que muda do X2 para o X3
A carcaça é praticamente a mesma, mas o equilíbrio de peso foi redistribuído: o X2 era criticado por ficar pesado demais na parte de cima, e a Logitech corrigiu isso no novo modelo, que pesa 59g. O sensor Hero 2 ganhou reforço, com até 48.000 DPI, aceleração de 90G e velocidade de rastreamento de 930 IPS — ganhos marginais sobre o sensor anterior, mas que fazem diferença para quem joga em alto nível competitivo.
O salto mais sensível está na bateria: o novo chipset proprietário NxLOGI reduz o consumo de energia pela metade, levando a autonomia de cerca de 90 horas no X2 para mais de 135 horas no X3. A conexão sem fio continua via LIGHTSPEED, com opção com fio por USB-C e taxa de resposta de até 8kHz em ambos os modos — a latência de clique do sistema háptico se mantém em 30 milissegundos, mesmo número do modelo anterior. O X3 sai em duas cores: Midnight Black e Magenta Eclipse.
Vale a pena no Brasil?
Aqui é onde a conta aperta. O X2 Superstrike, vendido a US$ 179 nos EUA, chegou às lojas brasileiras custando R$ 1.199,90 — bem acima da conversão direta do dólar, como é praticamente regra em periférico gamer premium por aqui. Se o X3 seguir o mesmo padrão de markup, a expectativa é de um preço na casa dos R$ 1.300 a R$ 1.400 quando desembarcar oficialmente no país, ainda sem data ou valor confirmados pela Logitech Brasil.
Para quem já é fã do sistema háptico e vive de FPS competitivo, o upgrade de bateria e o equilíbrio de peso corrigido justificam a troca — principalmente para quem ainda não tem o X2. Mas quem comprou o modelo anterior há poucos meses provavelmente pode esperar: a diferença prática de clique entre as duas gerações é mínima, e o preço de importação de um mouse desses no Brasil ainda pesa mais no bolso do que os US$ 20 de diferença sugerem.