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Games11 de ago. de 2026, 11:14

Logitech G Racing Series: final tira sim racing da tela e leva à pista

Cinco finalistas de mais de 3.500 inscritos disputaram o título da primeira temporada do Racing Series no Circuito Panamericano, testando um Fórmula Vee antes da decisão no simulador. Rafael Ceotto levou o título por apenas 7 décimos.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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Do volante de PC ao cockpit de verdade

Se você acompanha a cena de sim racing no Brasil, sabe que a distância entre "jogar de corrida" e "correr de verdade" sempre pareceu enorme — não por falta de talento, mas por falta de oportunidade. A Logitech G decidiu encurtar essa distância. No dia 8 de agosto, o Circuito Panamericano, pista de testes da Pirelli em Elias Fausto (SP), recebeu a grande final da primeira temporada do Logitech G Racing Series, e o prêmio não foi só o troféu: foi a chance de sentir um Fórmula Vee na pista antes de decidir tudo no simulador.

Uma temporada que começou com 3.500 pilotos

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

O campeonato nasceu em julho, com uma fase seletiva 100% online e gratuita: entre os dias 1º e 15, qualquer pessoa maior de 18 anos e com CNH categoria B ou superior podia registrar seus tempos no Automobilista 2, rodando o clássico traçado de Interlagos. Mais de 3.500 pilotos se inscreveram — um número que mostra que o interesse por corrida virtual no Brasil não é nicho, é comunidade grande e organizada. Os melhores colocados formaram cinco equipes de dez pilotos num draft, e entre 22 e 24 de julho disputaram um campeonato virtual em três etapas, passando por Interlagos, Velocitta e Cascavel.

A final: manhã de carro real, tarde de simulador

Chegaram à decisão cinco finalistas — Rafael, Rodrigo, Nicolas, Vini e César. Pela manhã, depois de preparação teórica, eles tiveram a experiência de guiar um Fórmula Vee de verdade na pista da Pirelli, um momento descrito por quem esteve lá como emocionante para quem só tinha sentido a pista pelas mãos num volante force feedback. À tarde, a decisão voltou para o simulador, equipado com os novos periféricos da linha RS da Logitech G: o volante RS50, de 8 Nm com tecnologia TRUEFORCE, ao lado do já conhecido PRO Racing Wheel de 11 Nm.

Foto: reprodução/ultimaficha.com.br

Quem levou o título foi Rafael Ceotto, superando Cezar Camargo por margem apertadíssima de apenas 7 décimos — daquelas disputas que lembram por que sim racing viciou tanta gente. Como campeão, Rafael faturou o volante RS50, o kit RS Pedals, um headset Astro A50X, cockpit de simulador completo e monitor gamer da TCL, parceira do prêmio.

O que isso significa para a cena brasileira

Leandro Rocha, gerente de produtos da Logitech G no Brasil, resumiu o espírito da iniciativa: dar a quem só treinou na tela a chance de "ver na prática tudo que testaram e se prepararam". É um recado importante numa hora em que o mercado de PC gaming segue puxando o crescimento do sim racing globalmente, e o Brasil aparece como um dos mercados emergentes mais promissores do setor — pesquisa citada pela organização aponta que boa parte dos brasileiros já enxerga carreira em games como algo mais viável hoje do que há dez anos.

Com a primeira temporada encerrada, fica o precedente: campeonatos de simulador não precisam parar na tela. Para uma comunidade que muitas vezes é vista como "só um hobby caro", ver a fabricante bancar pista, carro real e prêmio de peso é o tipo de sinal que a cena vinha pedindo há tempo.

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