
LOUD fecha com Redibra e vai das arenas às prateleiras do varejo brasileiro
Agência que cuida do licenciamento de Netflix e Nintendo no país anunciou em agosto sua entrada nos e-sports representando a LOUD — comunidade de mais de 55 milhões de seguidores.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
Torcida que vira mercado
O dinheiro novo dos e-sports brasileiros não está só na premiação — está na gôndola. No dia 5 de agosto, a Redibra, agência brasileira de licenciamento que tem Netflix, Nintendo e Chevrolet no portfólio, anunciou parceria estratégica para representar a LOUD, organização de e-sports e entretenimento fundada em 2019, no mercado nacional de produtos licenciados. É a estreia oficial da agência no universo dos esportes eletrônicos.
O tamanho da aposta explica o movimento: a LOUD soma mais de 55 milhões de seguidores em suas plataformas e mantém 17 criadores de conteúdo no elenco, além das operações competitivas em jogos como Free Fire, League of Legends e Rainbow Six. Comunidade desse porte, no varejo, é chamada de outra coisa: demanda reprimida.
O que vem por aí
O programa de licenciamento vai atacar categorias como moda, calçados, acessórios, papelaria, alimentos e cuidados pessoais, com espaço para collabs e edições limitadas. "A LOUD nunca foi apenas sobre competição: é sobre comunidade e pertencimento", resumiu Bruno Playhard, CEO da organização. Do outro lado do balcão, David Diesendruck, CEO da Redibra, classificou o acordo como "expansão natural da nossa atuação para um território que dialoga diretamente com o futuro do consumo".
A parceria já estreou em sociedade: nos dias 12 e 13 de agosto, a LOUD foi apresentada na LicensingCon 2026 como uma das seis novas marcas do portfólio da agência, ao lado de nomes como Jack Daniel's, Kings League, Avatar World, Chiikawa e Mofusand. Dividir vitrine com gigante global do entretenimento diz muito sobre onde o e-sport brasileiro chegou como propriedade de marca.
O recado pro fã — e pras marcas
Aqui vale a defesa do consumidor de sempre: torcedor de e-sports compra camiseta de camelô porque, historicamente, produto oficial ou não existia ou custava os olhos da cara. Se o licenciamento profissional entregar item oficial, com qualidade e preço honesto, todo mundo ganha — o fã, a organização e o varejo. Se virar só colecionável de luxo, a pirataria agradece.
Pro mercado, o sinal é claro: enquanto muita marca ainda discute se e-sport "dá retorno", quem trabalha com licenciamento há décadas acabou de responder com contrato assinado. A torcida que lota arena também enche carrinho de compras. Quem chegar primeiro, leva.