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Mercado06 de nov. de 2026, 07:45

Lucro da Sony salta 44% com bilheteria de Spider-Man e PlayStation

Impulsionada pelo sucesso de bilheteria de "Spider-Man: Brand New Day" e pela recuperação da divisão de games, a Sony fechou o trimestre de julho a setembro com lucro líquido de 449,60 bilhões de yenes, alta de 44% sobre o ano anterior. A empresa já revisou a previsão para o ano fiscal inteiro.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Lucro líquido de ¥449,6 bilhões, alta de 44%

O número que importa no balanço da Sony divulgado nesta semana é o lucro líquido do segundo trimestre fiscal (julho a setembro): 449,60 bilhões de yenes, o equivalente a cerca de US$ 2,9 bilhões. É um salto de 44% sobre os 311,4 bilhões de yenes do mesmo período do ano anterior, e vem puxado por dois negócios que, juntos, carregaram o grupo no trimestre: games e cinema.

O lucro operacional consolidado da companhia subiu 45%, para 622,3 bilhões de yenes, enquanto a receita total cresceu 10%, para 3,43 trilhões de yenes. Os números vieram acima das estimativas de analistas e já levaram a Sony a revisar para cima sua projeção para o ano fiscal inteiro, que termina em março de 2027: a expectativa agora é de lucro operacional de 1,87 trilhão de yenes, alta de 15%, e lucro líquido de 1,33 trilhão de yenes, crescimento de 29%.

Quem ganhou: cinema e serviços de rede

O destaque absoluto do trimestre foi a Sony Pictures. A divisão de entretenimento reportou lucro operacional de US$ 581 milhões, um salto de 527% sobre os US$ 93 milhões do mesmo período do ano passado — recorde histórico para um trimestre de setembro na história da companhia. O motor foi o desempenho de bilheteria de "Spider-Man: Brand New Day", que já acumula US$ 2,52 bilhões em arrecadação global.

A divisão de games e serviços de rede, que abriga o negócio do PlayStation, também teve um trimestre forte: o lucro operacional da área avançou 83%, para 220 bilhões de yenes (cerca de US$ 1,4 bilhão), impulsionado pela venda de jogos primeiros e de terceiros e pelo crescimento da receita de serviços de rede, que subiu quase 20%.

Quem perdeu: hardware do PS5 perde fôlego

Nem tudo foi alta no portfólio da Sony. As vendas de consoles PlayStation 5 recuaram para 2,6 milhões de unidades no trimestre, contra 4 milhões no mesmo período do ano anterior — uma queda que mostra o ciclo de vida já maduro do hardware, mesmo com o negócio de games como um todo lucrando mais. A compensação veio do lado de software e serviços, que têm margens maiores e dependem menos de novas vendas de console.

O resultado reforça um padrão que a Sony vem repetindo nos últimos balanços: o grupo japonês se tornou cada vez mais dependente de conteúdo — filmes, jogos e serviços recorrentes — e menos de hardware puro, área em que a concorrência com Microsoft e Nintendo é mais acirrada e as margens, mais apertadas.

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