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MercadoSmart Cities13 de set. de 2026, 15:43Atualizada em 13 de set. de 2026, 19:27

Lyft entra no jogo dos robotáxis com Waymo em Nashville

A Lyft passou a oferecer corridas com carros autônomos da Waymo dentro do próprio aplicativo em Nashville, sua segunda cidade com viagens sem motorista, enquanto tenta reduzir a distância para a rival Uber.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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Chegou a vez da Lyft entrar na roda-viva dos carros sem motorista

Se você mora em cidade grande, já deve ter se perguntado: por que o carro autônomo sempre estreia em outro lugar, nunca na minha rua? Pois Nashville, nos Estados Unidos, acaba de virar o novo laboratório dessa história. A Lyft — aplicativo de transporte por app concorrente da Uber — passou a integrar veículos totalmente autônomos da Waymo, subsidiária de carros sem motorista da Alphabet, dono do Google, direto no próprio aplicativo. Não é um teste fechado: é o usuário comum pedindo a corrida e podendo cair, sem custo adicional, num carro sem ninguém no volante.

Segunda cidade, primeira disputa direta

Nashville é a segunda cidade americana onde a Lyft oferece viagens sem motorista — e a primeira em que a mesma frota autônoma aparece disputada por dois aplicativos concorrentes ao mesmo tempo, já que a Waymo também opera por meio da Uber em outros mercados. Bom, e quem fiscaliza esse tipo de operação, afinal? A reportagem não detalha o órgão regulador local, mas o pano de fundo já dá pista: cidades de porte médio, com centro mais compacto e ambiente regulatório mais aberto a testes com autônomos, têm sido a porta de entrada preferida dessas empresas — muito antes de bater na porta de metrópoles congestionadas.

Para dar conta da logística, a Lyft vai operar por meio da Flexdrive, subsidiária que cuida da manutenção dos veículos, da prontidão da frota e da infraestrutura de pátios — o tipo de trabalho que ninguém vê, mas que decide se o carro chega limpo e funcionando na sua porta.

Quanto custou esse recomeço

Vale lembrar: a Lyft não é estreante no tema, é retomada. Em 2021, a empresa vendeu sua própria divisão de veículos autônomos, a Level 5, para a Woven Planet Holdings, subsidiária da montadora japonesa Toyota, por 550 milhões de dólares, depois de quatro anos tentando desenvolver a tecnologia sozinha. Ou seja: quem não construiu, agora aluga — e aposta em parcerias em vez de reinventar a roda.

Jeremy Bird, vice-presidente executivo de crescimento da Lyft, sinalizou que a marcha deve acelerar: "acho que ano que vem vocês vão ver mais diversificação disso", disse, citando Londres como "mercado fascinante" para novos passos. A Lyft já testou parcerias com outras empresas de carros autônomos em Las Vegas, Atlanta e Londres.

Fica a pergunta que todo cidadão devia fazer antes de embarcar: quem responde se o carro errar? Por ora, a corrida comercial anda mais rápido que a resposta.

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