
Mac mini M6: mais rápido, mais caro — e a fatura chega junto com o upgrade
O novo Mac mini com chip M6 entrega salto real de desempenho sobre o M4, mas a Apple embutiu US$ 300 a mais no preço de entrada. A pergunta que fica é: dá pra justificar isso no bolso brasileiro?
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O upgrade que ninguém pediu no preço, mas todo mundo queria no desempenho
A Apple atualizou o Mac mini com o chip M6 e, na teoria, fez tudo certo: CPU até 40% mais rápida, GPU com o dobro de desempenho gráfico, SSD até duas vezes mais veloz e ganhos de até 4x em tarefas de IA na comparação com o M4 anterior. Na prática, cruzando os testes de quem avaliou o aparelho, o que fica é uma sensação familiar em quem acompanha Apple Silicon há anos: a cada geração o chip fica mais competente, mas o cartão de crédito sofre junto.
O que mudou de verdade
O M6 vem com 12 núcleos de CPU e 12 de GPU, ante os 10+10 do M4/M5. Isso não é só número em spec sheet: é a diferença entre exportar um vídeo em 4K sem travar a interface e esperar a barra de progresso andar enquanto você toma um café. Segundo a Ars Technica, o salto de performance é real e mede a régua acima da geração passada — o problema é o que veio junto.
US$ 300 a mais na conta
A configuração básica, com 16GB de memória unificada e 256GB de SSD, saía por US$ 599 na era M4, lançada em novembro de 2024. Agora, o Mac mini M6 estreia a US$ 899 nos EUA — os tais US$ 300 a mais que a matéria da Ars Technica aponta como o grande senão do review. É um aumento de 50% em menos de dois anos, para uma máquina que continua entregando os mesmos 256GB de armazenamento de fábrica. Quer 512GB? São mais US$ 200, elevando o total para US$ 1.099. Como resume a própria Ars: "o Mac mini M4 foi um dos melhores custo-benefícios da Apple. Este aqui, nem tanto."
Vale o preço no Brasil?
No mercado brasileiro, o Mac mini M6 de entrada (16GB/256GB) chega a R$ 10.799, contra os R$ 9.500 cobrados pelo M4 equivalente — alta de 13,6% por aqui, segundo o MacMagazine. É um reajuste menor, em termos percentuais, do que o salto de 50% visto nos EUA, mas ainda assim empurra o desktop compacto da Apple para uma faixa de preço que concorre com notebooks completos. Vale o upgrade? Se o seu M4 já dá conta do recado, dificilmente. Mas para quem ainda usa um Intel Mac mini ou está montando um setup do zero, o salto de desempenho é grande o bastante para justificar — desde que o orçamento aguente o tranco. Fica o alerta: por enquanto, o Mac mini deixou de ser aquele point de entrada imbatível na Apple. Virou um ótimo computador que também é caro.