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Gadgets06 de nov. de 2026, 07:45

MacBook Pro com tela touchscreen PROLED XDR: vale o preço no Brasil?

A Apple lançou em 6 de novembro o MacBook Pro mais inovador em anos, com tela OLED touchscreen PROLED XDR, mais fino e mais leve que o modelo anterior. Testamos o que a mudança significa na prática.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O MacBook Pro que a Apple promete ser o mais inovador em anos

Não confunda: este não é o M6 MacBook Pro clássico que a Apple também vende. É um modelo totalmente redesenhado, lançado em 6 de novembro, com a primeira tela touchscreen da história do MacBook Pro — a PROLED XDR. Pré-venda abriu em 30 de outubro, e os preços já dão a régua: a partir de US$ 2.899 na versão de 14 polegadas (chip M5 Pro) e US$ 3.399 na de 16 polegadas.

O que muda na tela

A PROLED XDR troca o mini-LED da geração anterior por OLED em camada dupla (tandem), com o sensor de toque embutido direto no painel — não numa camada extra por cima, o que reduz a latência ao tocar e rolar. Os números sobem: 2.000 nits de brilho, tanto em HDR quanto em SDR sustentado, contra 1.600 nits do modelo mini-LED anterior. O contraste chega a 10.000.000:1, com cobertura de cor P3 e Adobe RGB. Na prática, é a tela mais encorpada que a Apple já colocou num notebook.

Design mais fino, mais leve — e um recorte à la iPhone

A mudança de tecnologia de tela permitiu enxugar o corpo: o modelo de 14 polegadas cai de 3,5 libras para 3,0 libras, e o de 16 polegadas vai de 4,7 libras para 4,0 libras. A espessura também encolhe, para 0,59 polegada no 14" e 0,63 polegada no 16". O notch tradicional foi substituído por um recorte no estilo Dynamic Island, como no iPhone, e as bordas ficaram ainda mais finas. Tem até logo da Apple iluminado de volta na tampa.

E o touchscreen, vale a pena?

Aqui está o ponto mais interessante do review do The Verge: a tela é unanimemente elogiada, mas o toque divide opiniões. Segundo a publicação, mesmo quem ama o touchscreen tende a usá-lo bastante por um dia ou dois e depois volta a usar o notebook quase exatamente como usava antes. A conclusão do review resume bem o produto: é uma opção ultra-premium e convincente para um tipo bem específico de usuário de MacBook, que valoriza ter uma tela OLED impressionante — não necessariamente para quem queria um MacBook com cara de iPad.

Vale o preço no Brasil?

Com o histórico de MacBooks custando bem mais aqui do que nos EUA por conta de impostos e distribuição, um modelo que já parte de US$ 2.899 tende a chegar salgado ao consumidor brasileiro. Se a tela PROLED XDR por si só justifica o investimento, a resposta é sim — é um salto real de brilho, contraste e portabilidade sobre a geração mini-LED. Mas se o touchscreen é o que te atrai, vale pensar duas vezes: pelo visto nem os primeiros reviewers continuaram usando o dedo na tela depois da euforia inicial.

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