
MacBook Pro ganha tela touch e recurso que pode conquistar quem edita cor
O primeiro MacBook Pro com tela touchscreen da história também trouxe modos de calibração profissional e cobertura de mais de 80% do Rec. 2020 — relevante pra quem trabalha com imagem.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Duas primeiras vezes de uma só tacada
A Apple anunciou em 28 de outubro o novo MacBook Pro com tela PROLED XDR — nome comercial pro painel OLED tandem da empresa — e, pela primeira vez num Mac, suporte a toque na tela. É uma mudança de postura depois de anos de resistência pública ao touchscreen em notebook. Os modelos vêm em 14" e 16", com chips M5 Pro ou M5 Max, e trazem de volta a maçã luminosa na traseira.
O que interessa pra quem edita imagem
Foto: reprodução/macrumors.com
A especificação que mais chama atenção de fotógrafo, designer e colorista não é o toque — é o que vem junto dele. O painel atinge até 2.000 nits de brilho em HDR e SDR, contraste de 10.000.000:1, suporte a P3 e Adobe RGB, e cobertura de mais de 80% do espaço Rec. 2020 pra trabalho em vídeo HDR.
Mais relevante ainda: a calibração de fábrica mantém a precisão de cor alinhada a padrões profissionais, e o painel traz modos de referência — incluindo um novo modo DICOM pra revisão de imagens médicas (uso não diagnóstico, voltado a pesquisa e educação). É o tipo de recurso que costumava exigir monitor externo dedicado, do tipo usado em estúdio de cinema ou pós-produção, agora embutido no notebook.
Preço e disponibilidade
Nos EUA, o MacBook Pro com tela PROLED XDR parte de US$ 2.899 no modelo de 14" e US$ 3.399 no de 16". As versões com chip M5 Max e essa tela chegam a US$ 4.499 e US$ 4.799. As vendas abriram em 28 de outubro, com chegada às lojas marcada pra 6 de novembro. Preço oficial pro Brasil ainda não foi divulgado pela Apple.
Vale o preço no Brasil?
Pelo histórico de precificação da marca aqui, um MacBook Pro que já nasce em território de US$ 2.899 nos EUA tende a ultrapassar fácil a casa dos R$ 20 mil quando convertido com impostos locais. Pra quem trabalha com cor e calibração — motivo real de ser dessa notícia — o pacote de recursos é consistente e resolve um problema de verdade, o de precisar de monitor externo certificado. Mas é um upgrade de nicho: generalista, mesmo gostando de tela boa, provavelmente não vai sentir diferença que justifique o salto de preço sobre a geração anterior sem touch.