
MacBook Pro M6: o último clássico antes da era touchscreen da Apple
A The Verge testou o MacBook Pro com chip M6 e concluiu que ele é provavelmente o último MacBook Pro com o design tradicional — a Apple lança no mesmo dia 6 de novembro um modelo redesenhado, mais fino, com tela OLED touchscreen.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O fim de uma era que durou uma década
Desde que a Apple trocou o Intel pelo chip próprio, o MacBook Pro manteve a mesma fórmula: tela Liquid Retina XDR mini-LED com notch, teclado de curso curto e satisfatório, trackpad grande e corpo de alumínio sem touch. Segundo o review da The Verge, o MacBook Pro com chip M6 é "provavelmente o último de seu tipo" — porque a Apple lança, no mesmo dia 6 de novembro, um MacBook Pro totalmente redesenhado, mais fino e com tela OLED touchscreen, que deve se tornar o novo padrão da linha.
O que muda (e o que não muda) com o M6
Na prática, o M6 é uma atualização de bastidores, não de aparência. O teclado continua o mesmo, a tela ainda é a Liquid Retina XDR mini-LED com notch, e o trackpad háptico de 5 x 3 polegadas segue intacto. O que mudou foi embaixo do capô: a Apple promete GPU cerca de 30% mais rápida e bateria de até 24 horas — a maior autonomia já oferecida em um Mac. O preço de entrada permanece em 1.999 dólares nos EUA, com 16 GB de memória unificada de série (configurações de 24 GB e 32 GB também estão disponíveis, repetindo o que já existia no M5).
É o clássico golpe de "geração de transição": a Apple sabia que lançaria o modelo com tela touchscreen OLED no dia seguinte, e por isso entregou no M6 só o reforço de desempenho necessário para não deixar o comprador atual na mão — sem gastar munição de design em um corpo que está prestes a ser descontinuado.
A diferença de 900 dólares
O detalhe mais revelador da apuração: o novo MacBook Pro com tela touchscreen custa 900 dólares mais caro que o M6 "clássico". É um abismo e tanto para quem só quer continuar rodando o macOS sem telas sensíveis ao toque. Para o público brasileiro, isso importa ainda mais — cada dólar de diferença na tabela americana se multiplica na conversão e nos impostos de importação por aqui.
Vale o preço no Brasil?
Esse MacBook Pro M6 chega como o último representante de uma linhagem que começou com o M1 e redefiniu o que se espera de performance e bateria em notebook. Para quem já tem um M5 ou M4, a atualização é dispensável — o ganho de GPU e bateria não justifica trocar de aparelho. Mas para quem ainda usa um Intel ou um M1 cansado, pode ser a última chance de comprar o design "clássico" da Apple antes dele sair de linha. A pergunta que fica é se vale pagar o prêmio por um modelo que a própria Apple está prestes a aposentar — ou se o certo é economizar e esperar o touchscreen OLED ficar mais acessível nas próximas gerações.