
macOS 27 Golden Gate chega com Apple Intelligence sem botão de desligar
A nova versão do sistema da Apple aposta em estabilidade e remove a opção de desativar completamente a Apple Intelligence.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Menos vitrine, mais oficina
A Apple lançou o macOS 27 "Golden Gate" em 14 de setembro, junto com as atualizações de iOS, iPadOS, watchOS e visionOS anunciadas na WWDC de junho. É a 23ª versão principal do sistema e a primeira a abandonar de vez o suporte a Macs com processador Intel — quem ainda depende do Rosetta 2 fica no macOS 26 "Tahoe".
Diferente do Tahoe, que mudou a cara do sistema com o visual "Liquid Glass", o Golden Gate aposta em polimento: gerenciamento de janelas mais estável, melhor suporte a monitores externos, ajustes na barra de menu, Spotlight mais rápido e aplicativos abrindo com menos atraso. A comparação que apareceu nos primeiros testes é direta — usuários da versão beta descreveram a atualização como "um momento Snow Leopard", em referência à versão de 2009 que também trocou recursos novos por estabilidade.
Apple Intelligence deixou de ser opcional
A mudança mais discutida é outra: o macOS 27 removeu o botão que permitia desativar completamente a Apple Intelligence. A Siri foi redesenhada e passou a viver dentro do Spotlight, com um aplicativo próprio para salvar conversas via iCloud. O sistema também ganhou ferramentas de escrita, edição inteligente de fotos e agrupamento automático de abas no Safari.
Nem todo Mac roda a versão completa dos recursos de IA. Vozes mais expressivas da Siri e ditado aprimorado exigem chip M3 ou superior com pelo menos 12 GB de RAM — quem tem M1 ou M2 fica com a versão padrão da Siri com IA. Ainda assim, a atualização é compatível com qualquer Mac com Apple Silicon, do MacBook Air ao Mac Pro.
Vale o upgrade?
Para quem já reclamava dos "pecados de design" do Tahoe, o Golden Gate corrige boa parte deles sem custo — é uma atualização gratuita, como de praxe no macOS. A questão é outra: com a Apple Intelligence agora embutida sem opção de desligar, quem preferia um Mac sem IA integrada perdeu essa escolha. Resta saber se a Apple vai oferecer algum controle mais granular sobre os recursos individuais de IA em atualizações futuras — até aqui, a empresa não deu sinal disso.