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Segurança14 de set. de 2026, 21:42

Máfia dos celulares: esquema de R$ 460 milhões revendia aparelhos roubados em SP

Investigação em São Paulo prendeu 15 suspeitos de um esquema que adulterava o IMEI de celulares roubados e usava notas fiscais falsas para revendê-los como se fossem legítimos.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

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O que aconteceu

Uma investigação conjunta do Ministério Público, da Polícia Civil e da Polícia Militar revelou um esquema de receptação e adulteração de celulares roubados em São Paulo que movimentou cerca de R$ 460 milhões em cinco anos. A operação teve como principal ponto de referência a Rua Guaianases, no centro da cidade, e ruas vizinhas como Aurora e Timbiras, que funcionavam como “ninhos” — pontos de recepção e depósito temporário dos aparelhos roubados antes de seguirem para revenda.

O grupo adulterava o número de IMEI, identificação única de cada aparelho, trocando-o por números de celulares já inativos para dificultar o rastreamento. Paralelamente, emitia notas fiscais fraudulentas com dados e números de IMEI batendo com os dos aparelhos comercializados, dando aparência de legalidade à revenda. Também havia desmontagem de celulares para reaproveitamento de peças e tentativas de acessar contas bancárias e aplicativos instalados nos aparelhos roubados. A ação resultou em 15 pessoas presas e na apreensão de cerca de 10 mil itens — entre celulares, peças e acessórios —, somando 60 toneladas de material.

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

Quem é afetado

Qualquer pessoa que teve o celular roubado ou furtado nos últimos anos pode ter sido, sem saber, fornecedora involuntária dessa cadeia — o aparelho alimenta um mercado paralelo que finge ser legal na hora da revenda, além do risco de acesso a dados bancários e pessoais. Quem compra celular usado fora de canais confiáveis também corre o risco de adquirir um aparelho roubado com nota fiscal fria.

O que fazer agora

  • Se seu celular for roubado ou furtado, bloqueie o IMEI imediatamente junto à operadora e registre boletim de ocorrência;
  • Troque as senhas de contas bancárias, e-mail e redes sociais assim que possível após o roubo, mesmo que o aparelho tenha bloqueio de tela;
  • Ative a localização remota e o apagamento de dados à distância nas configurações do celular, para usar em caso de perda;
  • Ao comprar um aparelho usado, verifique o IMEI em sites oficiais das operadoras ou da Anatel antes de fechar negócio;
  • Desconfie de preços muito abaixo do mercado e sempre exija nota fiscal do vendedor, mas lembre que documentos falsos também circulam nesse tipo de esquema.
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