
Magalu Cloud reúne mercado para debater soberania de dados e IA em SP
Na quarta edição do Cloud Futures, nesta quarta-feira (9), na Arena Magalu, em São Paulo, a Magalu Cloud recebe nomes do mercado de tecnologia para discutir soberania de dados, inteligência artificial e segurança na nuvem brasileira.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
Quarta edição reúne peso-pesados do mercado
Nesta quarta-feira (9), a Magalu Cloud — divisão de computação em nuvem do Magazine Luiza, criada para oferecer infraestrutura de dados hospedada no Brasil — promove a quarta edição do Cloud Futures, na Arena Magalu, na zona norte de São Paulo. O evento tem como eixo central a soberania de dados e os rumos da computação em nuvem no país, com painéis também sobre inteligência artificial, multicloud, FinOps e segurança.
A lista de participantes reúne a cúpula do Magalu — Luiza Helena Trajano (presidente do conselho), Frederico Trajano (CEO), Talita Paschoini (diretora de tecnologia), André Fatala (vice-presidente de plataformas), Rodrigo Schiavini (CRO), André Ceron (CISO), André Fior (CFO) e Thiago Caserta (head de parcerias) — ao lado de nomes de fora da empresa, como Lúcio Cordeiro (CEO da Samax), Carolina Duca (diretora de infraestrutura e telecom da Globo), Fabiano Sabatini (diretor da Intel), Anderson Diehl (fundador do Founders Club), Alexandre Souza (Sebrae/SC), Rodrigo Terron (NewHack.vc), Lisiane Ramos (secretária de Inovação do Rio Grande do Sul) e Ana Cabral (CEO da Baruk), entre outros. Os ingressos estão à venda no Sympla, com acesso a painéis, keynotes e áreas de networking.
Foto: reprodução/poder360.com.br
Por que soberania de dados virou pauta de negócio
Soberania de dados deixou de ser discurso regulatório e virou argumento comercial. A Magalu Cloud se apresenta como a primeira nuvem pública desenvolvida no Brasil, com faturamento em reais, suporte local e infraestrutura sujeita exclusivamente à legislação brasileira — hoje já soma mais de 1.500 clientes. A empresa também recebeu recentemente aporte de R$ 300 milhões do BNDES para expandir data centers, incluindo uma nova unidade em Fortaleza e reforço da operação em São Carlos (SP).
O que está em jogo na disputa por nuvem no Brasil
O mercado brasileiro de computação em nuvem deve movimentar R$ 90,8 bilhões em 2025, segundo o Gartner — cenário dominado globalmente por AWS (31% de participação), Azure (20%) e Google Cloud (11%). É nesse tabuleiro que a Magalu Cloud tenta abrir espaço, apostando em preço acessível para pequenas e médias empresas e no discurso de que dados hospedados no Brasil, sob regras brasileiras, pesam cada vez mais na decisão de contratação — especialmente para setores como governo, saúde e financeiro, mais sensíveis a exigências de compliance e à LGPD. O Cloud Futures 2026 serve como vitrine dessa estratégia, num momento em que a corrida por infraestrutura de IA aumenta a pressão por capacidade computacional local.