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MercadoSmart Cities01 de set. de 2026, 11:20

Magna investe mais US$ 35 mi na Yuma e eleva aposta em baterias na Índia

A fornecedora canadense de autopeças já colocou US$ 87 milhões na startup indiana de troca de baterias para motos e triciclos elétricos, ampliando a fatia majoritária que detém desde 2022.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 87 milhões é o número que importa

A Magna, gigante canadense de autopeças, acaba de injetar mais US$ 35 milhões na Yuma Energy, startup indiana de troca de baterias para veículos elétricos de duas e três rodas. Com o aporte, o total investido pela Magna na empresa chega a US$ 87 milhões, somando os US$ 52 milhões aplicados em 2022 e 2023 para criar a joint venture ao lado da Yulu, plataforma de mobilidade que deu origem à Yuma.

Quem fica com a fatia maior

A Magna já entrou na joint venture com participação majoritária de 51%, contra 49% da Yulu. O novo aporte amplia ainda mais essa vantagem, mas o CEO da Yuma, Muthu Subramanian, não revelou qual é a nova divisão societária entre as duas empresas.

O que a Yuma faz

Com sede em Bengaluru, a Yuma nasceu em 2023 como um desmembramento da Yulu e opera uma rede de troca de baterias voltada a entregadores da economia de aplicativos. A empresa já soma mais de 60 milhões de trocas realizadas, 100 mil baterias em circulação e mais de 2.500 pontos de carregamento espalhados por 18 cidades indianas. A operação como um todo ainda não é lucrativa, mas as estações mais antigas já registram Ebitda positivo, segundo a empresa.

Para onde vai o dinheiro

A prioridade é dobrar a frota de baterias — hoje em torno de 100 mil unidades — em 12 a 18 meses, além de expandir a operação para Chennai e Pune. A meta declarada é alcançar o equilíbrio operacional em Ebitda nos próximos trimestres. No longo prazo, a Yuma mira o Sudeste Asiático, com Vietnã e Tailândia no radar, além de mercados africanos.

Por que isso importa

O mercado indiano de veículos elétricos é projetado para movimentar US$ 132 bilhões até 2030, e a troca de baterias — mais rápida que o recarregamento tradicional — se tornou peça central para viabilizar entregadores que dependem da moto o dia inteiro. "Uptime é importante", resumiu Subramanian, ao justificar o investimento em infraestrutura como prioridade sobre outras frentes. A aposta da Magna mostra que fornecedoras tradicionais de autopeças estão dispostas a apostar pesado em mobilidade elétrica em mercados emergentes, mesmo sem sinal claro de lucratividade no curto prazo.

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