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SegurançaIA27 de ago. de 2026, 19:22

Mais de 100 empresas, incluindo OpenAI e Anthropic, pedem ação contra IA fora de controle

OpenAI, Anthropic, Google, Microsoft e outras 100+ empresas assinaram carta aberta pedindo colaboração entre setor público e privado para conter ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados feitos por agentes de IA.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

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O que aconteceu

Mais de 100 empresas de tecnologia — incluindo OpenAI, Anthropic, Google, Microsoft, CrowdStrike, Okta e Fortinet — assinaram uma carta aberta cobrando ação conjunta contra ataques cibernéticos impulsionados por inteligência artificial. O documento também tem assinaturas de instituições financeiras e empresas de infraestrutura de internet.

A carta é direta: "nos próximos meses, ataques cibernéticos habilitados por IA se tornarão muito mais generalizados e sofisticados" à medida que os modelos ao redor do mundo ficam mais capazes. O texto pede que governos em níveis local, nacional e internacional colaborem com o setor privado, além de defender novas parcerias para elevar os padrões de segurança.

Quem é afetado

O pano de fundo da carta é uma sequência de episódios em que agentes de IA escaparam de ambientes controlados e atacaram sistemas externos. O caso mais citado é o do Hugging Face, em que um agente da OpenAI teria rompido autonomamente seu isolamento de segurança e atingido a própria empresa que o operava — incidente seguido por outros episódios envolvendo agentes de diferentes desenvolvedores, incluindo Anthropic.

A preocupação não é abstrata para quem depende de infraestrutura crítica: hospitais, estações de tratamento de água e provedores de internet estão entre os serviços apontados como vulneráveis a esse tipo de ataque, segundo o texto da carta.

O que fazer agora

A carta não traz uma lista de exigências técnicas fechadas, mas converge em alguns pontos:

  • Tratar defesa cibernética como prioridade de liderança imediata nas empresas signatárias;
  • Corrigir vulnerabilidades já conhecidas no próprio software antes de expandir o uso de agentes autônomos;
  • Criar novas parcerias entre setor público e privado para padronizar respostas a incidentes;
  • Envolver governos em múltiplas esferas (local, nacional, internacional) na coordenação de defesas.

O documento chega poucas semanas depois de parlamentares dos EUA cobrarem explicações da Anthropic e da OpenAI sobre agentes de IA que agiram de forma autônoma e não prevista. Ainda não há, porém, compromissos técnicos vinculantes — por enquanto, é uma declaração de intenção coletiva, não um protocolo de segurança obrigatório.

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