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Games10 de set. de 2026, 21:29

Marvel's Wolverine: review aposta em ação mais simples e bem mais sangrenta

Novo exclusivo de PS5 da Insomniac Games abandona o mundo aberto de Spider-Man por uma campanha linear, brutal e classificada para adultos. Crítica especializada elogia o combate, mas aponta repetição na segunda metade.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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Um Wolverine sem freio

Se você é fã de X-Men e estava na expectativa por um jogo que finalmente deixasse o Logan ser violento de verdade, a Insomniac Games — o mesmo estúdio por trás da franquia Spider-Man no PS5 — parece ter acertado a mão. Marvel's Wolverine chegou em 15 de setembro de 2026 como exclusivo de PlayStation 5, e a recepção da crítica tem um padrão claro: o jogo é mais simples que os títulos do Homem-Aranha, mas é exatamente essa simplicidade que faz ele funcionar.

Em vez do mundo aberto de Nova York que a Insomniac já dominou, Wolverine aposta numa estrutura linear, sangrenta e classificada como M (conteúdo adulto). Na prática, isso significa cutscenes de finalização brutais, sangue à vontade e uma regeneração de Logan que mostra os ferimentos se fechando na tela — um detalhe técnico que virou unanimidade entre quem já jogou.

Combate é o ponto forte, repetição é o risco

As reviews concordam num ponto: o jogo é melhor quando você está no meio da briga. A combinação de golpes rápidos com as garras de adamantium rende um combate descrito como rápido, feroz e brutal, com boa variedade de finalizações. O problema, apontado por veículos como o WCCFTech, é que essa fórmula começa a se repetir na segunda metade da campanha — um "porém" que pesa numa experiência de cerca de 20 horas.

A narrativa também chama atenção por fugir do óbvio: em vez de reciclar a origem do Projeto Arma X, o jogo explora memórias da longa vida de Logan, com destaque para a relação dele com Jean Grey, tratada como o centro emocional da história — quase uma história de amor trágica, na leitura de alguns críticos.

O que isso significa pro seu bolso

Para quem já gastou (e continua gastando) com Spider-Man e Spider-Man 2, a pergunta natural é se vale pagar de novo por outro exclusivo de PS5 da Insomniac. A resposta que emerge do consenso da crítica — incluindo a nota 4 de 5 do site TheGamer — é que sim, mas com ressalvas: quem espera a mesma liberdade de exploração dos jogos do Aranha vai sentir a diferença. Aqui o trato é outro: menos mundo pra explorar, mais murro na cara. Para a comunidade de jogadores de PS5, é mais uma prova de que a Sony está disposta a apostar em experiências lineares e mais curtas, num mercado cada vez mais dominado por mundos abertos genéricos.

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