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MercadoGadgets25 de ago. de 2026, 12:15

Mercado de AI PCs deve quase dobrar até 2031 e mudar a régua de compra

Projeção da Mordor Intelligence aponta salto de US$ 14,5 bi em 2026 para US$ 26,5 bi em 2031, puxado por chips como o RTX Spark, da NVIDIA. A disputa migra de velocidade bruta para eficiência e privacidade com IA local.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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De US$ 14,5 bilhões para US$ 26,5 bilhões em cinco anos

É essa a expansão projetada para o mercado global de AI PCs entre 2026 e 2031, segundo dados da Mordor Intelligence — um crescimento que reposiciona a categoria como o principal motor de renovação do parque de computadores pessoais nos próximos anos. O número reflete uma mudança de tese: a IA deixa de ser um recurso de software rodando na nuvem e passa a ocupar um lugar central na arquitetura do próprio hardware.

Quem está liderando a corrida

Foto: reprodução/nvidianews.nvidia.com

Na ponta mais visível dessa transição está a NVIDIA, com a plataforma RTX Spark, que combina GPU Blackwell com CPU de alto desempenho e promete até 1 petaflop de processamento de IA e 128 GB de memória unificada — tudo rodando localmente, sem depender de conexão com a nuvem. O projeto teve participação de design de CPU da MediaTek e é fruto de parceria também com a Microsoft, que trabalha no desenvolvimento de uma experiência nativa do Windows para agentes pessoais de IA, com mecanismos de segurança e controle de permissões para essas ferramentas.

O que muda para quem compra

Até aqui, a régua de comparação entre PCs era gigahertz, núcleos e benchmarks de desempenho bruto. A tese que sustenta o crescimento do mercado de AI PCs é outra: a disputa migra para eficiência energética e privacidade, já que processar modelos de IA localmente — em vez de enviar dados para servidores externos — reduz latência e mantém informações sensíveis no próprio aparelho. Na prática, isso significa que o computador deixa de ser apenas um executor de aplicativos abertos pelo usuário para funcionar como agente pessoal, capaz de executar tarefas e interagir com diferentes softwares de forma autônoma.

O que fica para trás

Quem não acompanhar essa migração de arquitetura corre o risco de ficar com produtos posicionados como "PC tradicional" num mercado que, segundo a própria trajetória de crescimento projetada, tende a tratar processamento de IA local como item de série, não como diferencial premium. Fabricantes que dependem apenas de ganhos incrementais de clock e núcleos — sem unidades dedicadas de IA embarcada — tendem a perder espaço de prateleira à medida que a comparação de compra deixa de ser puramente sobre velocidade e passa a ser sobre o que o PC consegue fazer sozinho, sem depender da nuvem.

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