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Gadgets06 de nov. de 2026, 07:46

Mercedes-Benz troca telas por holograma projetado no para-brisa

Depois de apostar pesado em telas para o passageiro, a Mercedes-Benz revela um head-up display holográfico que projeta navegação, alertas e realidade aumentada direto no para-brisa do motorista.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Da tela para o vidro

A Mercedes-Benz, montadora alemã de carros de luxo, apresentou um protótipo de head-up display holográfico que transforma o para-brisa em uma tela de alta resolução, substituindo boa parte dos painéis digitais tradicionais do carro. A proposta é projetar dados de navegação em tempo real, alertas de trânsito e elementos de realidade aumentada diretamente no campo de visão do motorista, sem obstruir a estrada — e sem o excesso de telas que a própria marca ajudou a popularizar nos últimos anos com os painéis gigantes tipo Hyperscreen voltados ao passageiro.

A tecnologia de head-up display não é novidade para a marca: a Mercedes já oferece esse recurso, que projeta informações básicas no para-brisa para reduzir a necessidade de o motorista desviar o olhar da pista, desde 2014. A diferença agora é o salto de resolução e de área de projeção: o novo sistema promete uma superfície de exibição bem maior e nitidamente mais detalhada que os HUDs atuais do mercado.

Protótipo ainda tem limitações

Segundo a reportagem que teve acesso ao sistema, a versão de demonstração ainda carrega entraves técnicos: o projetor do protótipo é maior e mais ruidoso que o esperado para produção, com ventoinha audível — longe do silêncio que se espera em um carro premium. A boa notícia é que a Mercedes já projeta uma versão final com abertura de projetor bem menor, pequena o suficiente para ficar escondida atrás de acabamentos em madeira ou metal do painel, sem ruído de ventilação e com resolução ainda melhorada.

A empresa não detalhou publicamente data de chegada aos modelos de produção nem lista de carros que vão receber o recurso, mas o movimento reforça o discurso da marca de priorizar interfaces de condução mais seguras para sua futura linha de elétricos, afastando o foco de telas de entretenimento que dominaram seus lançamentos recentes.

Vale a tecnologia no Brasil?

HUD já é recurso disponível em alguns modelos Mercedes vendidos no país, geralmente em versões topo de linha com preço de carro importado — e o holograma de nova geração deve seguir o mesmo caminho: chegada tardia, só nas configurações mais caras, com custo embutido no já salgado valor de tabela da marca aqui. Mas o conceito interessa: menos olhos no painel e mais olhos na pista é ganho de segurança que vale acompanhar, mesmo que o bolso do brasileiro médio fique de fora da equação por enquanto.

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