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IAMercado23 de out. de 2026, 10:03

Mercedes investe 500 milhões de euros em IA para acelerar criação de carros

A Mercedes-Benz colocou cerca de 500 milhões de euros na PLM.AI, plataforma que conecta engenharia, custos e produção com inteligência artificial. A promessa é cortar até 17 meses do desenvolvimento de um carro novo.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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Investimento de 500 milhões de euros

A Mercedes-Benz investiu cerca de 500 milhões de euros em uma plataforma de inteligência artificial batizada de PLM.AI. O sistema conecta áreas que hoje funcionam de forma mais isolada dentro da montadora: desenvolvimento de software, análise de custos, identificação de falhas e simulação do funcionamento dos veículos.

O que é a PLM.AI

Foto: reprodução/speedme.ru

PLM é a sigla para Product Lifecycle Management, ou gestão do ciclo de vida do produto — o conjunto de processos que acompanha um carro desde o desenho inicial até a produção em série. A PLM.AI usa modelos de IA para cruzar esses dados em tempo real, apontando falhas de projeto, estimando custos e prevendo como a alteração em uma peça afeta o restante do veículo antes mesmo de um protótipo físico existir.

A montadora diz que a ferramenta já é usada globalmente e funciona como uma base de conhecimento única, ligando etapas de desenvolvimento, compras, produção, vendas e pós-venda.

Parceiros técnicos

A Mercedes-Benz não construiu a plataforma sozinha. A CONTACT Software fornece a camada central do sistema, batizada de CONTACT Elements, que integra dados e processos de forma modular. A Siemens contribui com ferramentas de simulação, validação digital e tecnologia de gêmeos digitais — réplicas virtuais de componentes e sistemas usadas para testar cenários sem precisar de peças reais.

Metas: menos teste físico, menos tempo

O objetivo declarado pela Mercedes é acelerar os processos de engenharia em até 30% e, em alguns fluxos, chegar a ganhos de eficiência de até 50%. A montadora também quer reduzir pela metade a quantidade de testes físicos ao longo do desenvolvimento, substituindo parte deles por simulações digitais. Na prática, a expectativa é cortar até 17 meses do tempo total para lançar um carro novo.

A empresa afirma que engenheiros continuam responsáveis pelas decisões finais — a IA entra como apoio de análise, não como substituta do julgamento humano.

O que ainda falta confirmar

Nem o Canaltech nem o material oficial divulgado até agora detalham o cronograma de implementação completa da PLM.AI, nem quais modelos específicos da marca já nasceram sob esse processo. Também não há, publicamente, um executivo citado nominalmente nas comunicações sobre o projeto, nem a métrica de quanto desse corte de 17 meses já foi comprovado em um lançamento real, e não apenas projetado internamente.

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