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Mercado19 de set. de 2026, 11:01

Mesmo sem patrocínio, Vivo cresce 60% no 5G do Rock in Rio e ofusca TIM

A Vivo registrou alta de 60% no tráfego de dados via 5G no Rock in Rio 2026 frente a 2024, mesmo sem ser a patrocinadora oficial do festival — posto ocupado pela TIM, que também bateu recordes de infraestrutura e consumo.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que importa: 60%

A Vivo não é a patrocinadora oficial do Rock in Rio 2026 — título que pertence à TIM —, mas foi ela quem exibiu o dado mais expressivo do festival: um crescimento de 60% no tráfego de dados via 5G em relação à edição de 2024. O resultado reforça uma tendência que já vinha se desenhando nas últimas edições do evento: a migração acelerada dos usuários para a quinta geração de redes móveis, independentemente de quem estampa a logomarca nos telões da Cidade do Rock.

De onde vem o crescimento

Foto: reprodução/telesintese.com.br

Ao longo dos sete dias de evento, a Vivo registrou cerca de 200 TB de tráfego total de dados, volume 20% superior ao de 2024. Desse total, 93 TB passaram pela rede 5G, o equivalente a 47% de todo o consumo da operadora no festival. A evolução da fatia do 5G no tráfego da Vivo mostra a curva de adoção da tecnologia no país: 27% em 2022, 36% em 2024 e agora 47% em 2026. Um dos picos de demanda aconteceu durante o show do Stray Kids, quando a operadora chegou a registrar 5,3 TB trafegados em meio à aglomeração de fãs compartilhando fotos e vídeos em tempo real.

O que a patrocinadora oficial entregou

A TIM, por sua vez, também bateu números robustos: quase 200 TB de dados trafegados e até 44 mil celulares conectados simultaneamente à sua rede. Para sustentar essa demanda, a operadora ampliou em 45% a quantidade de antenas 5G em relação à edição anterior, instalando mais de 120 antenas de quinta geração e mais de 110 de 4G distribuídas por mais de 40 pontos da Cidade do Rock. A TIM também usou recursos de 5G Advanced e network slicing, e o 5G respondeu por mais de 60% do tráfego da operadora nos momentos de pico.

Quem ganha e quem perde na disputa

O contraste expõe uma dissociação incomum entre investimento publicitário e desempenho técnico. A TIM pagou para ter a marca associada ao festival e investiu pesado em infraestrutura proprietária dentro do evento — uma aposta de visibilidade e reputação técnica. A Vivo, sem o mesmo protagonismo institucional, colheu o crescimento mais acelerado em volume proporcional de 5G, sinal de que parte relevante do público optou por sua rede mesmo sem o selo oficial do festival. Para o mercado de telecom, o episódio ilustra que, em eventos de massa, a qualidade percebida da rede pode pesar mais do que a exposição de marca na conversão de uso — um recado direto para operadoras que avaliam onde alocar orçamento de patrocínio versus orçamento de infraestrutura nos próximos grandes eventos do calendário brasileiro.

vivotim5grock in riotelecom
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