
Meta diz ao TSE que canal "Exército do Lula" não viola regras do WhatsApp
A empresa entregou ao Tribunal Superior Eleitoral um relatório técnico sobre o canal de apoio a Lula, após denúncia da campanha de Flávio Bolsonaro. Para a Meta, não houve violação das regras do WhatsApp.
Por Marcos Silva · Repórter de plantão
O que aconteceu
A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o canal "Exército do Lula", no WhatsApp, não viola as regras da plataforma. A resposta foi entregue nesta sexta-feira (23), depois de o tribunal exigir um relatório técnico sobre o canal, criado para divulgar conteúdo de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A origem do pedido
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a análise em 22 de outubro, a três dias do segundo turno da eleição presidencial. O pedido partiu da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou indícios de que as plataformas da Meta não estariam cumprindo o plano de conformidade eleitoral apresentado à Justiça Eleitoral.
O relatório da Meta
A empresa enviou ao tribunal um documento técnico com as regras usadas para analisar o canal e o método aplicado para identificar conteúdo que viola as diretrizes do WhatsApp. A conclusão da análise interna: nenhuma irregularidade encontrada. A avaliação considerou atividade coordenada de contas, padrões de engajamento e práticas de publicidade ligadas ao canal.
Foto: reprodução/poder360.com.br
Idas e vindas na Justiça Eleitoral
O canal já foi alvo de decisões conflitantes dentro do próprio TSE. Em 11 de outubro, Nunes Marques suspendeu o canal, citando republicação de conteúdo falso que já havia sido identificado antes. Dias depois, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva revogou a suspensão. Nunes Marques voltou a suspender o canal, agora sob a justificativa de vínculo de campanha não registrado formalmente. Nesta semana, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que novas suspensões desse tipo de canal passam a exigir aprovação do plenário do tribunal, não mais decisão individual de um ministro.
O que fica em aberto
O TSE não informou se aceita a conclusão da Meta sem contestação. Falta saber se a campanha de Bolsonaro vai recorrer da resposta, se o tribunal vai pedir dados adicionais à empresa antes do segundo turno e se o caso vai parar no plenário, dado o novo entendimento sobre suspensões individuais.