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SegurançaMercado30 de set. de 2026, 20:44

Meta nega que IA Muse tenha lido mensagens privadas sem permissão

Jornalista da Inc. diz que o agente de IA sincronizou suas mensagens no Mac mesmo com o acesso desativado; Meta rebate e afirma que a integração é totalmente opt-in.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

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O que aconteceu

A Meta entrou em confronto público com um jornalista sobre o comportamento de seu agente de IA para Mac, o Muse — um assistente da empresa que integra apps como Messages e o Marketplace do Facebook para automatizar tarefas e sugerir conteúdo. O colunista da Inc. Jason Aten relatou que, após instalar o Muse em seu iPhone e em um Mac mini, começou a receber notificações e sugestões do assistente baseadas em conversas privadas recentes — incluindo uma troca de mensagens com o coapresentador de seu podcast. Ao investigar, Aten descobriu que o Muse havia sincronizado seu banco de dados do Messages até a linha 187.462, mesmo com a opção Full Disk Access (Acesso Total ao Disco) aparentemente desativada nas configurações do macOS. "Nunca dei permissão para fazer isso", afirmou o jornalista.

A Meta rebateu a versão com força. Andy Stone, VP de Comunicações da empresa, disse nas redes sociais que "a integração do Messages no app Muse para Mac é totalmente opt-in" e que o Muse "não pode ler suas mensagens a menos que você ative isso" — citando dois ajustes distintos: a permissão de sistema Full Disk Access do macOS e o conector específico de Messages dentro do próprio app. David Singleton, executivo do Meta Superintelligence Labs, foi além, afirmando que o processo exige três etapas separadas de permissão e que as proteções do sistema operacional da Apple "não podem ser contornadas mesmo com um bug".

Quem é afetado

A controvérsia atinge diretamente usuários do Muse no Mac que concederam, em algum momento, acesso a apps sensíveis como Messages — e também quem cogita instalar o assistente. O caso não é isolado: outro relato recente, de um youtuber, aponta que o Muse teria revelado o endereço residencial de um usuário a um comprador durante uma negociação no Marketplace, reforçando a preocupação de que agentes de IA com acesso a dados pessoais podem gerar exposições inesperadas.

O que fazer agora

Para quem usa ou pretende usar o Muse no Mac, vale checar manualmente, em Ajustes do Sistema > Privacidade e Segurança > Acesso Total ao Disco, se o aplicativo aparece na lista e se a chave está realmente desativada — não apenas confiar no que a interface do app mostra. Dentro do próprio Muse, revise o nível de acesso concedido ao conector de Messages e revogue o que não for estritamente necessário. De forma mais ampla, antes de autorizar qualquer assistente de IA a acessar mensagens, fotos ou histórico de apps, é prudente reiniciar o aplicativo após qualquer mudança de permissão e desconfiar de sugestões automáticas que parecem "saber demais".

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