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Mercado26 de set. de 2026, 16:40

Meta One: grupo lança assinaturas pagas para Instagram, WhatsApp e Facebook

A Meta oficializou o Meta One, marca que reúne planos pagos a partir de R$ 7 por mês para Instagram, WhatsApp e Facebook no Brasil, mirando tanto usuários comuns quanto criadores e empresas.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que importa: R$ 7

É o valor de entrada do Meta One, novo guarda-chuva de assinaturas que a Meta passou a cobrar por recursos extras em Instagram, WhatsApp e Facebook no Brasil. O WhatsApp Plus sai por R$ 7 mensais; Instagram Plus e Facebook Plus custam R$ 10 cada. Quem quiser os três apps num pacote só paga a partir de R$ 32 no plano Core, com o Premium chegando a R$ 97. Para criadores e empresas, a régua sobe: planos que vão de R$ 59 a R$ 1.999 por mês, mirando operações profissionais de maior escala.

O que muda — e o que não muda

Foto: reprodução/b9.com.br

Nenhum dos três aplicativos deixa de ser gratuito. A Meta mantém o acesso básico sem custo e empurra para trás do paywall apenas camadas de personalização e inteligência artificial: temas e figurinhas exclusivas no WhatsApp, fontes customizadas e notificações de visualização de stories no Instagram, estatísticas de Reels e reações especiais no Facebook. Nos planos superiores entram limites maiores de geração de imagem e vídeo via Meta AI, agendamento de conteúdo por até 30 dias, exportação de analytics, acesso para equipes e armazenamento em nuvem — funcionalidades claramente desenhadas para quem vive de conteúdo ou vende pela plataforma.

Um ponto que a Meta fez questão de deixar explícito: assinar não compra alcance. As camadas pagas não prometem impulsionamento orgânico nem redução de anúncios — a publicidade continua aparecendo em todos os níveis, inclusive nos mais caros. É uma diferença relevante frente a modelos como o Meta Verified, que já cobrava por selo de verificação, e frente à lógica do X (antigo Twitter), que atrelou assinatura a alcance algorítmico.

Quem ganha e quem perde

A Meta ganha uma nova linha de receita recorrente num momento em que a monetização por publicidade segue sob pressão regulatória em várias frentes, do antitruste ao debate sobre privacidade de dados. Criadores profissionais e pequenos negócios que já pagavam por ferramentas de terceiros para analytics, agendamento e automação ganham uma alternativa nativa — embora o teto de R$ 1.999 mensais não seja trivial para operações menores. Já o usuário comum não perde nada no essencial, mas passa a conviver com uma régua clara de funcionalidades premium dentro de apps que, até aqui, vendiam a ideia de gratuidade plena como diferencial.

O lançamento chega de forma gradual, começando pelo Brasil em setembro, com expansão prevista para outros países — sinal de que a Meta está testando apetite de conversão antes de estender o modelo globalmente.

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