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Gadgets24 de set. de 2026, 23:14

Meta VR Glasses: óculos leves substituem o headset e miram o dia a dia

No Connect 2026, a Meta trocou o capacete volumoso por óculos de 100 gramas com tela 5K e parceria com a IMAX, rede de cinemas famosa pelas telas gigantes. Chega na primavera de 2027 por US$ 1.299.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O headset finalmente virou óculos

Depois de anos empilhando plástico e correias na cabeça dos usuários, a Meta decidiu resolver o problema que mais afastava gente comum da realidade virtual: ninguém quer usar um capacete em casa, na sala, na frente de visita. No Meta Connect 2026, a empresa apresentou o Meta VR Glasses, e o nome já entrega a mudança de estratégia — é um óculos, não um headset.

A proposta é literal: armação em liga de magnésio, lentes pancake, cerca de 100 gramas na cabeça. Para efeito de comparação, é cinco vezes mais leve que o Meta Quest 3, o headset que até então era a bandeira da empresa em VR. Toda a parte pesada — processamento, armazenamento e bateria — foi para fora da armação, num "puck" computacional conectado por cabo que funciona como uma central portátil, à la bateria externa com cérebro.

Tela boa, campo de visão menor

A especificação diverte, mas quem usa é que sente: os painéis são micro-OLED com resolução 5K e suporte a Dolby Vision e Dolby Atmos, prometendo uma imagem mais nítida que a do Quest 3. O detalhe que separa o discurso de marketing do dia a dia é o campo de visão: 70 graus horizontais, bem abaixo dos 110 graus do Quest 3. Na prática, é a troca clássica de qualquer categoria de "óculos" versus "headset" — menos imersão periférica em troca de um objeto que cabe no rosto sem parecer um capacete de robô.

O processamento fica por conta do novo Snapdragon Reality Elite, da Qualcomm, fabricante americana de chips que equipa boa parte dos smartphones Android, com ganho de até 11% na frequência da GPU sobre o XR2+ Gen 2 do Quest 3. A autonomia informada pela Meta é de três horas de reprodução de mídia em alta resolução, patamar comparável ao do Vision Pro, da Apple, e superior ao do próprio Quest 3.

IMAX entra na jogada

O gancho de conteúdo é a parceria com a IMAX, rede de cinemas conhecida pelas telas gigantes e pelo formato de imagem expandido. A Meta chama o dispositivo de primeiro aparelho de VR certificado como "IMAX Enhanced", o que permite assistir a filmes selecionados na proporção de tela exclusiva da IMAX, com Dolby Vision e Dolby Atmos. Também há integração com o Disney+ para filmes da Marvel e produções Disney em 3D com efeitos e ambientes imersivos, além do assistente Meta AI operando por voz e gestos.

Vale o preço no Brasil?

O Meta VR Glasses chega ao mercado dos EUA na primavera de 2027 (entre março e junho) por US$ 1.299 — hoje, algo perto de R$ 7 mil na conversão direta, sem impostos de importação. Não há qualquer menção a lançamento ou preço no Brasil nas fontes apuradas até agora. Dado o histórico de atraso da Meta para trazer até o Quest por aqui oficialmente, a resposta mais honesta é: ainda não dá para saber se vale o preço no Brasil, porque simplesmente não há data prevista para o país.


Atualização (24/09, 00:57): Atualização (24/09/2026): Novos detalhes técnicos do Meta VR Glasses confirmam uma tela "5K Infinite Display" com painéis micro-OLED de 37 pixels por grau, processador Snapdragon Reality Elite, corpo em liga de magnésio e um "puck" externo, para usar no bolso, que concentra bateria e processamento pesado — tirando peso da armação.

O aparelho é compatível com Dolby Vision e Dolby Atmos e terá parceria com o Disney+ para exibir filmes em 3D a partir de novembro. A Meta confirma ainda que o VR Glasses será o primeiro dispositivo de realidade virtual com certificação IMAX Enhanced. O preço já anunciado nos EUA é de US$ 1.299,99 (cerca de R$ 6.890), com lançamento previsto para a primavera norte-americana de 2027 — ou seja, só no fim do primeiro semestre do ano que vem.


Atualização (24/09, 09:42): Atualização (24/09/2026): A Meta confirmou o preço inicial do Meta VR Glasses: US$ 1.299,99, o equivalente a cerca de R$ 6,7 mil em conversão direta (sem considerar impostos de importação brasileiros). O óculos, que pesa 100 gramas e usa tela micro OLED 5K (2.412 x 2.288 pixels, 120Hz) com suporte a Dolby Vision e Dolby Atmos, depende de um "puck" externo — módulo conectado por cabo óptico que concentra o processador Snapdragon Reality Elite, bateria e armazenamento. A autonomia é de até 3 horas de reprodução contínua em alta resolução, com carregamento rápido de 45 W no próprio puck. O lançamento continua previsto para a primavera de 2027 nos Estados Unidos.

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