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Smart Cities04 de set. de 2026, 08:53

Metrô de Los Angeles bate recorde de embarques e reduz crime

LA Metro somou quase 26 milhões de embarques em julho, oitavo mês seguido de alta, enquanto crimes violentos no sistema caíram 6,7% no último ano. Mas nem tudo nos números tem explicação simples.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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O metrô de Los Angeles está mais cheio — e mais seguro

Se você mora em cidade grande, sabe como segurança e lotação pesam na decisão de pegar (ou evitar) o transporte público. Em Los Angeles, os dois indicadores andaram na direção oposta ao medo: mais gente voltou a usar trens e ônibus enquanto a criminalidade no sistema caiu. Vale entender os números e, principalmente, quem está de olho neles.

A LA Metro, agência responsável pelo transporte público metropolitano de Los Angeles, registrou quase 26 milhões de embarques em julho de 2026 — o oitavo mês seguido de alta. Segundo comunicado oficial da agência, o total exato foi de 25.847.617 embarques, um aumento de 8,79% na comparação com julho de 2025. O crescimento veio puxado por trilhos: a Linha A subiu 19,9%, as Linhas B/D subiram 18% e a Linha E, 16%. O maior salto percentual, porém, ficou com os fins de semana — sábados tiveram alta de 10,63% nos embarques.

Menos crime, menos gente em situação de rua no sistema

No mesmo período, crimes violentos no sistema caíram 6,7% em 2025 na comparação com 2024, segundo a matéria original do Smart Cities Dive. A quantidade de pessoas em situação de rua encontradas no sistema de transporte caiu 57% desde 2024. A LA Metro credita parte do resultado a 24 equipes de abordagem social e à criação, em janeiro, de uma Divisão de Serviços de Cuidado que passou a atuar junto com o departamento de segurança pública da própria agência. A satisfação dos usuários bateu recorde: 87%.

"Os passageiros querem se sentir seguros no sistema, e o aumento do uso e a satisfação recorde de 87% mostram que nossos esforços estão tendo impacto positivo", disse um porta-voz da Metro à imprensa americana.

O que fica de fora da conta

Nem a matéria original nem os releases oficiais informam quanto custaram as equipes de abordagem social nem o orçamento da nova divisão de segurança — pergunta básica para quem paga a conta como contribuinte. Parte do salto de julho também tem explicação pontual: Copa do Mundo, jogos de times locais e o feriado de 4 de julho encheram trens que em outro mês estariam mais vazios. Fica o alerta para quem compara com metrôs brasileiros: números de um mês de eventos especiais não substituem série histórica, e a fiscalização independente desses indicadores de segurança ainda não apareceu nas fontes apuradas.

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