
Metrô de SP aposenta bilhete magnético de 52 anos; veja como trocar
Depois de 52 anos em uso, o Metrô de São Paulo parou de aceitar o bilhete magnético nas catracas em 31 de outubro. Quem ainda tem bilhetes em casa pode trocar por cartão ou QR Code até janeiro.
Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities
O fim de uma era nas catracas
Desde o sábado (31 de outubro), o Metrô de São Paulo deixou de aceitar os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson, usados desde 1974, quando o sistema começou a operar comercialmente. São 52 anos de história — e, segundo o próprio Metrô, mais de 13,7 bilhões de bilhetes impressos em cerca de 30 edições diferentes ao longo desse período.
Por que agora?
Foto: reprodução/metropoles.com
A fabricação dos bilhetes tradicionais já tinha parado em 2021, mas o estoque acumulado permitiu manter a venda até agora. A decisão de aposentar o modelo também passa pela conta: o Metrô cita dificuldades de manutenção dos leitores magnéticos, falta de peças de reposição para as catracas e os custos de produção, transporte, armazenamento seguro e controle de estoque desse tipo de bilhete físico.
Quem ainda tem bilhete em casa, e agora?
A estimativa do próprio Metrô é de que cerca de um milhão de bilhetes magnéticos ainda estejam nas mãos dos passageiros. Para não virar prejuízo do cidadão, a empresa abriu um período de troca entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027, em postos de atendimento nas estações Paraíso (Linhas 1-Azul e 2-Verde) e Tatuapé (Linha 3-Vermelha), das 6h às 22h. Quem tiver até 10 bilhetes consegue trocar na hora; acima disso, é preciso deixar documento, e-mail ou telefone para validação antes da retirada.
O que substitui o bilhete
No lugar do magnético, ficam as opções que já dividiam espaço com ele nos últimos anos: os cartões Bilhete Único e TOP, bilhetes digitais com QR Code e pagamento por aproximação direto na catraca com cartões de débito e crédito.
A pergunta que fica
Vale lembrar: quem usa cartão por aproximação ou QR Code depende de conexão e de um aparelho na mão — o que não é universal entre os usuários do sistema, especialmente os mais velhos. O Metrô não detalhou publicamente qual será o suporte para quem tiver dificuldade de adaptação além do prazo de troca. Fica a pergunta de sempre: a transição digital resolve o problema de manutenção do sistema, mas resolve também a inclusão de quem não tem smartphone ou cartão bancário?