
Mi Band 11 chega com tela de 2.000 nits e mesma bateria de 21 dias da Mi Band 10
A Xiaomi anunciou a Mi Band 11 na China por 289 yuans, cerca de R$ 227 na conversão direta, com tela mais brilhante e bateria que promete durar três semanas. Ainda não há data de chegada ao Brasil.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Xiaomi renova a pulseira mais vendida do mundo
A Xiaomi apresentou nesta sexta-feira (4) a Mi Band 11, sucessora direta da Mi Band 10, com uma promessa que já é marca registrada da linha: bateria para semanas, não para horas. Na ficha técnica, a marca informa até 21 dias de uso com uma carga, número que hoje soa familiar a quem já usa a geração anterior.
O preço de lançamento na China é 289 yuans, o equivalente a cerca de R$ 227 na cotação atual — sem impostos de importação nem margem de revenda, então é bom já ajustar a expectativa para quando (e se) o produto pintar por aqui.
Foto: reprodução/gizmochina.com
O que muda de verdade
A tela é o ponto que mais chama atenção na especificação: painel AMOLED de 1,72 polegada com brilho máximo de 2.000 nits, praticamente dobrando o pico de brilho de gerações mais antigas da linha e prometendo visibilidade sob sol forte, ponto sensível para quem treina ao ar livre no Brasil. As bordas foram reduzidas a 2 mm, e o corpo ficou mais fino: 9,99 mm de espessura e 15,58 gramas sem a pulseira.
Segundo a Xiaomi, a bateria segue com a mesma capacidade nominal de 233 mAh usada na Mi Band 10 — a autonomia de três semanas não vem de uma célula maior, mas de otimizações do HyperOS 4 e de eficiência energética dos novos sensores. Na prática, é mais um refinamento de software do que um salto de hardware nesse quesito específico.
O pacote de sensores segue robusto para uma pulseira de entrada: frequência cardíaca, oxigenação do sangue (SpO2), monitoramento de estresse, saúde da mulher, análise de variabilidade cardíaca durante o sono e mais de 150 modos esportivos. Resistência à água chega a 5 ATM. Existem ainda versões com NFC (339 yuans, cerca de R$ 267) e edições em cerâmica e metal (399 yuans, por volta de R$ 314), voltadas a quem quer pagamento por aproximação e acabamento premium.
Vale o preço no Brasil?
Até aqui, a Mi Band 11 está disponível apenas para pré-venda no mercado chinês, sem data confirmada de estreia brasileira. Se a régua de preços seguir o padrão da Xiaomi por aqui — e a Mi Band 10 já mostrou que a marca consegue manter preço competitivo mesmo com impostos —, a nova pulseira tem tudo para repetir a fórmula de sucesso: bateria longeva, tela boa e preço abaixo da concorrência direta. A dúvida que fica é se o upgrade de brilho e design justifica trocar quem já tem a Mi Band 10 funcionando bem, ou se o salto real só vale para quem está migrando de modelos mais antigos.