
Microsoft descarta slider de transparência estilo Liquid Glass no Windows 11
Mark Rogers, diretor de design da Microsoft, confirmou que não há planos de trazer ao Windows 11 um controle de transparência nos moldes do Liquid Glass da Apple.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
Microsoft fecha a porta para o visual da Apple
O Liquid Glass, design translúcido apresentado pela Apple em 2025 e incorporado ao iOS e a outros sistemas da empresa, não vai chegar ao Windows 11 do jeito que muitos usuários pediram. Mark Rogers, diretor de design da Microsoft, confirmou que a empresa não tem planos de adicionar um slider de transparência personalizável semelhante ao da Apple. Segundo ele, mudanças visuais em larga escala só avançam depois de discussões internas sobre três pontos: investimento necessário, usabilidade e acessibilidade.
Windows já teve transparência — e recuou
Foto: reprodução/windowscentral.com
A recusa não significa que a Microsoft seja contra efeitos de transparência. O Windows Aero, usado no Vista e no Windows 7, já explorava esse caminho antes mesmo da Apple lançar o Liquid Glass. Hoje, o Windows 11 mantém alguns elementos transparentes na interface, mas o usuário pode desativá-los pelas configurações de acessibilidade em Personalização > Cores. Rogers argumentou que aumentar artificialmente a transparência além do padrão atual pode comprometer a legibilidade da tela, um risco que a empresa não quer assumir apenas para acompanhar uma tendência estética da concorrente.
Quem ganha e quem perde na disputa de design
Quem perde, no curto prazo, é a parcela de usuários do Windows que queria o mesmo efeito visual do iOS e vai continuar dependendo de ferramentas de personalização de terceiros, como o Windhawk, citado pela própria Microsoft como alternativa não oficial para imitar o Liquid Glass. Quem ganha é a política de acessibilidade da Microsoft, que evita amarrar o sistema operacional a uma tendência visual que pode não se sustentar e reforça o discurso de que decisões de interface no Windows passam por critérios de usabilidade, não de imagem.
Para a Apple, o episódio mostra que o Liquid Glass se tornou referência estética o suficiente para pautar decisões de concorrentes — mesmo que a resposta, neste caso, tenha sido um não. A Microsoft já trabalha em uma reformulação maior da interface do Windows 11, com abandono de código legado em favor do WinUI, mas insiste que qualquer novidade visual vai seguir seu próprio ritmo, não o da Apple.