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IA13 de ago. de 2026, 16:55

Microsoft funde apps Copilot e Microsoft 365 Copilot em um só

A Microsoft começou a unificar os apps Copilot pessoal e comercial numa única interface, com apenas 4,5% dos 450 milhões de assentos do Microsoft 365 pagando por Copilot hoje. Rollout deve terminar até 30 de setembro.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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O que muda

A Microsoft começou, na semana de 13 de agosto de 2026, a fundir os apps Copilot (pessoal) e Microsoft 365 Copilot (comercial) em uma única interface. O rollout parte do Windows Insider, ganha mobile e web globalmente ainda em agosto, e chega às versões Windows e Mac em meados de setembro. A meta de Satya Nadella é ter o "super app" completo até o fim deste trimestre, ou seja, 30 de setembro.

O nome que sobrevive é Microsoft Copilot. É o app comercial, Microsoft 365 Copilot, que perde a marca — não o contrário. Contas pessoais e corporativas convivem no mesmo aplicativo, com ícone novo e endereço web novo: de m365.cloud.microsoft para copilot.cloud.microsoft.

Por trás da fusão, um número desconfortável

Menos de 4,5% dos 450 milhões de assentos comerciais do Microsoft 365 pagam por recursos de Copilot. É esse hiato que a fusão tenta atacar. Do lado comercial, o Microsoft 365 Copilot soma 30 milhões de assentos pagos em julho, ante 20 milhões em abril. Do lado consumidor, o Copilot tem cerca de 38,5 milhões de usuários mensais estimados, longe do bilhão de usuários do ChatGPT.

Em memorando interno enviado à equipe de 11 mil pessoas do Copilot, o vice-presidente executivo Jacob Andreou escreveu que o produto precisa "ganhar o direito de existir" na vida dos clientes.

O que some no caminho

A partir de 18 de agosto, o app pessoal perde Copilot Podcasts, Group Chat, Deep Research e o personagem Mico, o blob animado que acompanhava o modo de voz há menos de um ano. Deep Research é parcialmente substituído por um recurso chamado Researcher, exclusivo de assinantes do Microsoft 365 Premium. Histórico de conversas, imagens e arquivos migram — os arquivos vão para o OneDrive. Shopping e Copilot Health ficam temporariamente fora do ar durante a transição.

Para times de TI, um detalhe operacional: exclusões configuradas na função Recall precisam ser reaplicadas manualmente no novo app.

O que ainda falta esclarecer

A Microsoft não divulgou data final de lançamento do super app completo, nem preço definitivo, nem o plano de rollout região por região. Também não fica claro o que acontece com integrações que dependiam dos recursos descontinuados, nem se o limite de uso do chat gratuito vai apertar o dia a dia. A empresa promete mais detalhes ao longo das próximas semanas.


Atualização (13/08, 16:03): Além de unificar os apps Copilot e Microsoft 365 Copilot, a Microsoft está desativando uma série de recursos de IA que não emplacaram entre os usuários. Até 18 de agosto de 2026, saem do ar os Group Chats, os podcasts gerados por IA (cujos arquivos de áudio ficarão totalmente inacessíveis, sem opção de exportação, e cujos links compartilhados deixarão de funcionar), os recursos experimentais do Copilot Labs e o Deep Research, ferramenta de pesquisa aprofundada que gerava relatórios detalhados a partir de buscas na web.

Para assinantes profissionais, o Deep Research será substituído por uma ferramenta semelhante chamada Researcher — mas ela ficará restrita ao plano Microsoft 365 Premium, categoria acima dos planos Personal e Family. Também fica de fora o Mico, o personagem animado em formato de "blob" flutuante que a Microsoft havia introduzido no Copilot.

Segundo a Microsoft, o app precisava "conquistar o direito de existir" na vida dos usuários, o que exigia abandonar funcionalidades que não deram certo. A companhia reconhece que a estratégia anterior, com recursos espalhados e sobrepostos, era complicada demais para tornar o Copilot um concorrente viável de ChatGPT, Claude e Gemini.

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