Microsoft lança Autopilot, agente de IA que promete trabalhar 24h
A Microsoft relançou o Copilot como um "super app" com três abas, entre elas o Autopilot, agente de IA que promete monitorar tarefas e agir sem esperar comando.
Por Marina Sato · Repórter de IA
Três abas, um agente novo
A Microsoft reformulou o aplicativo Copilot nesta sexta-feira (25). A novidade central chama-se Autopilot: um agente de inteligência artificial que, segundo a empresa, monitora tarefas e dá continuidade a projetos sem esperar comando — inclusive fora do horário comercial.
Da Scout ao Autopilot
Autopilot é a nova versão do agente Scout, apresentado pela Microsoft em junho, no evento Build. A diferença agora é a persistência: o agente tem identidade própria, memória e um espaço de trabalho dentro da organização. Ele acompanha canais do Teams, pode ser chamado com @ em conversas, e-mails e documentos, e propõe os próximos passos de um projeto com base no que já aprendeu.
O app virou "super app"
O Copilot passa a ter três abas principais. Home reúne o chat e o antigo Cowork. Code permite criar aplicativos e automações em linguagem natural, mesmo sem saber programar — roda dentro de um ambiente chamado Microsoft Copilot Managed Runtime, agora em teste público, sob gestão de TI da empresa. A terceira aba é o próprio Autopilot.
Quem paga o quê
A assinatura por usuário (USL) cobre o Copilot no chat e nos aplicativos do Microsoft 365, com um recurso batizado de "Auto". Já Cowork, Code, Autopilot e os modelos de ponta Astra e Fable são cobrados por uso — ou seja, o valor final depende de quanto a empresa deixar o agente trabalhar.
O que falta responder
A Microsoft não detalhou quanto custa, em média, manter um Autopilot ativo em tempo integral, nem como a cobrança por uso se compara ao custo de um funcionário humano para as mesmas tarefas. Também não ficou claro se a função chega ao Brasil no mesmo pacote do Microsoft 365 local ou exige contrato separado.