
Microsoft limita uso interno de tokens de IA e adota GPT-5.6 como padrão
Empresa cria metas de orçamento de tokens por divisão e alerta funcionários contra o consumo excessivo de IA, enquanto migra para o GPT-5.6, modelo mais barato, e reduz licenças do Claude Code.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
Microsoft cria metas de orçamento de tokens para funcionários
A Microsoft passou a impor limites internos para o consumo de tokens de inteligência artificial por seus funcionários. Cada divisão da empresa recebeu um pool de tokens alocado, que pode ser ajustado conforme a necessidade de uso, e um painel interno permite que colaboradores e gestores acompanhem o consumo em tempo real.
A nova política foi comunicada por Jay Parikh, vice-presidente executivo da Microsoft, em mensagem enviada aos funcionários no começo de agosto de 2026. As metas de orçamento de tokens por divisão começaram a valer a partir de julho de 2026.
"Tokenmaxxing não é o que estamos otimizando"
Na comunicação interna, Parikh foi direto: "Tokenmaxxing is not what we are optimizing for" ("maximizar o uso de tokens não é o que estamos otimizando"), afirmando que o foco deve estar em resultados de negócio, e não no volume de uso da IA. Ele completou dizendo que a empresa busca "mais impacto por token", e não necessariamente menos tokens.
Em outro trecho citado, a liderança pede que os funcionários fiquem atentos ao consumo à medida que o uso do GitHub Copilot é ampliado internamente. O gasto de engenheiros com tokens varia hoje de centenas de dólares por mês a alguns milhares, segundo as apurações.
GPT-5.6 vira modelo padrão e Claude Code perde espaço
Como parte do esforço para baratear as operações internas, a Microsoft trocou o modelo padrão usado por seus times para o GPT-5.6, da OpenAI, considerado mais barato que alternativas usadas anteriormente. A companhia também cancelou a maior parte das licenças do Claude Code no grupo Experiences and Devices em maio de 2026, movimento que já sinalizava a preocupação com custos de inferência de IA.
Reação interna e contexto do mercado
A mudança de tom gerou reações entre funcionários, com críticas à aparente contradição de uma empresa que investiu pesadamente em IA agora orientar os próprios times a reduzir o consumo. A Microsoft não está sozinha nesse movimento: empresas como AT&T, Meta, Uber, Walmart e Amazon também adotaram medidas para conter o gasto com tokens de IA, sinal de que o setor começa a colocar rédeas no uso corporativo de ferramentas de IA generativa.