
Microsoft promete Windows 11 mais leve para PCs com 8 GB de RAM
Diante da escassez global de memória RAM, a Microsoft anunciou que vai otimizar o Windows 11 para consumir menos memória em computadores com 8 GB, com melhorias previstas até o fim de 2026.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
Microsoft reconhece problema de consumo de RAM
A Microsoft confirmou que vai otimizar o Windows 11 para rodar melhor em computadores com apenas 8 GB de RAM, quantidade considerada insuficiente por usuários e que hoje é alvo de reclamações constantes. O anúncio foi feito por Pavan Davuluri, presidente da divisão Windows and Devices da empresa, em um relatório de progresso publicado no blog Windows Insider em 31 de julho de 2026.
A otimização de memória é uma das quatro áreas prioritárias definidas por Davuluri para o restante de 2026, ao lado de melhorias no processo de configuração inicial (onboarding), recursos para famílias e entrada por voz. Segundo a Microsoft, o objetivo é "reduzir o consumo de memória do Windows para entregar uma experiência rápida e responsiva", especialmente em máquinas com 8 GB ou mais.
Foto: reprodução/tomshardware.com
Escassez de RAM pressiona a empresa
O movimento da Microsoft acontece em meio a uma alta expressiva nos preços de memória RAM no mercado global, provocada por uma escassez de componentes DRAM que já se estende ao longo de 2026, sem previsão de alívio antes do fim de 2027. Com módulos mais caros, fabricantes de PCs e notebooks têm mantido configurações de 8 GB como padrão em máquinas de entrada, tornando ainda mais evidente o peso do sistema operacional sobre a memória disponível.
Como a Microsoft pretende reduzir o consumo
Foto: reprodução/ghacks.net
A empresa ainda não detalhou publicamente toda a estratégia técnica, mas já indicou algumas frentes de trabalho. Uma delas é a adoção de um alocador de memória mais eficiente, responsável por gerenciar a reserva e a liberação de RAM usada por processos e aplicativos, reduzindo overhead e fragmentação. Outra frente é o ajuste do WinUI 3, framework usado no desenvolvimento de aplicativos modernos do Windows, para que programas construídos nele consumam menos memória por padrão.
A Microsoft também tem migrado componentes do próprio sistema que hoje dependem do WebView2 — mais pesado por se basear em tecnologia de navegador — para o WinUI, framework nativo mais leve. Um exemplo já em andamento é a caixa de diálogo de Propriedades do Explorador de Arquivos, reconstruída sobre a nova base.
Melhorias graduais até o fim do ano
A Microsoft não prometeu uma atualização única e decisiva, mas um conjunto de melhorias incrementais a serem entregues ao longo dos próximos meses, até o fim de 2026. A expectativa é que o trabalho de otimização de memória continue mesmo depois desse prazo, à medida que mais partes do sistema sejam adaptadas às novas tecnologias mais leves.