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IA13 de out. de 2026, 01:23

Microsoft quer fazer do Windows 11 um sistema operacional de agentes de IA

Em evento de Surface e Windows, a Microsoft mostrou agentes de IA rodando localmente no PC e um novo Surface Laptop Ultra a partir de US$ 2.599. Faltou mostrar o benefício prático para quem usa o computador no dia a dia.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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US$ 2.599 é o preço de entrada da nova aposta da Microsoft

A Microsoft apresentou, em evento sobre Windows e Surface, sua estratégia para transformar o Windows 11 em uma plataforma para agentes de inteligência artificial. A proposta combina modelos de IA instalados no próprio computador com serviços em nuvem, no que a empresa chama de inteligência híbrida.

O objetivo declarado é reduzir custo de processamento externo e dar à Microsoft uma posição central no que o CEO Satya Nadella descreveu como um ecossistema de fronteira com "contornos talvez um pouco diferentes". A frase resume bem o momento: a empresa sabe que algo está mudando, mas ainda testa como.

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

O que foi mostrado na prática

No evento, a Microsoft demonstrou o GitHub Copilot executando tarefas de programação diretamente no dispositivo, sem depender da nuvem. Também exibiu agentes de terceiros rodando localmente no Windows, caso de OpenClaw, Hermes e Perplexity, além de uma integração mais profunda do Copilot ao sistema.

Para sustentar isso, a empresa aposta em hardware. O novo Surface Laptop Ultra, com chip Nvidia RTX Spark, promete rodar modelos com mais de 120 bilhões de parâmetros sem recorrer a servidores externos. O preço começa em US$ 2.599 (cerca de R$ 13.515) e pode chegar a US$ 6.999 (cerca de R$ 36.395) em configurações mais robustas de outros fabricantes.

Foto: reprodução/pasqualepillitteri.it

O apoio da indústria e o capítulo Recall

A estratégia de IA local não é só da Microsoft. Fabricantes como Asus, Dell, HP, Lenovo e MSI já oferecem máquinas com a mesma plataforma Nvidia, sinal de que o mercado está disposto a apostar em PCs mais caros e mais potentes para IA. A Microsoft também segue pavimentando esse caminho desde o lançamento dos PCs Copilot+, há dois anos, e de recursos como o Recall, que usa NPUs para registrar e indexar o que acontece na tela do usuário.

O que ainda falta provar

A Microsoft sabe articular a tese: menos dependência de nuvem, mais privacidade, mais velocidade. O que ela ainda não mostrou de forma clara é o ganho concreto para quem não é desenvolvedor nem criador de conteúdo. As demonstrações do evento miraram um público técnico. Falta a conta que interessa ao usuário comum: o que muda no uso diário do PC, e se vale pagar mais por hardware para isso.

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