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Gadgets09 de set. de 2026, 23:30

Microsoft reforça na IFA 2026 que Windows 11 vai rodar bem com 8 GB de RAM

Vice-presidente da Microsoft prometeu ganhos em tempo de boot e resposta do Windows Hello em máquinas com pouca memória, mas não deu números nem prazo. Promessa contrasta com anos de recomendações da própria empresa para subir a RAM.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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A promessa em meio à crise de memória

Durante a feira alemã IFA 2026, em Berlim, a Microsoft reforçou que o Windows 11 vai rodar bem em computadores com apenas 8 GB de RAM. Quem fez a declaração foi Mark Linton, vice-presidente corporativo de Windows & Devices da empresa, que afirmou: "estamos otimizando para que 8 GB de RAM rode muito bem também nas máquinas". Segundo ele, a equipe já fez "ganhos significativos em coisas como tempo de boot, responsividade do Windows Hello".

O anúncio chega em um momento delicado: a escassez global de memória DRAM, turbinada pela disputa por chips para data centers de inteligência artificial, empurrou fabricantes de volta para configurações de entrada com 8 GB como padrão em notebooks básicos e intermediários — justamente quando rodar Windows 11 com pouca memória vinha sendo motivo recorrente de reclamação.

Sem números, sem prazo

Linton não apresentou benchmarks, metas de desempenho ou data de chegada das melhorias aos usuários finais. As otimizações de tempo de boot, segundo ele mencionou, ainda não estão presentes nem nas versões de teste do programa Windows Insider — indício de que o executivo falava de builds internas, ainda distantes do consumidor comum.

A promessa também soa contraditória à luz do histórico recente da própria Microsoft: a empresa vinha promovendo 16 GB como novo padrão mínimo confortável, recomendando 32 GB para quem joga, e chegou a exigir 16 GB como requisito para os PCs da linha Copilot+. Ainda assim, vendeu versões do próprio Surface com apenas 8 GB de memória — a mesma configuração que agora promete otimizar.

Vale o preço no Brasil?

Para quem está de olho em um notebook popular no Brasil, onde upgrade de RAM soldada geralmente não é opção e cada gigabyte custa caro na hora de fechar negócio, a notícia é bem-vinda em tese: se o Windows 11 realmente ficar mais leve, máquinas de entrada — que aqui dominam boa parte do mercado por causa do câmbio e da carga tributária — ganham sobrevida sem precisar de upgrade forçado.

Mas a cautela é necessária. Sem cronograma, sem build pública para testar e com a Microsoft historicamente empurrando o usuário para configurações mais robustas, a promessa de Berlim ainda é discurso, não produto. Até que essas otimizações cheguem via Windows Update, o conselho prático continua o mesmo de sempre: quem compra notebook novo no Brasil e pode pagar por mais memória, deveria pagar — a promessa de rodar bem com 8 GB, por ora, é para o futuro.

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