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Games09 de out. de 2026, 11:04

Modder coloca DLSS 5 no DOS e faz Doom clássico rodar com texturas nítidas

O desenvolvedor Nikolaio Zhivotenko recriou o Doom original de 1993 com suporte a DLSS 5, a tecnologia de upscaling por inteligência artificial da Nvidia, reduzindo a serrilhada típica da resolução 320x200.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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Um clássico de 1993 ganhando IA de ponta

Se tem um jogo que já rodou em praticamente tudo que tem tela — geladeira, calculadora, caixa eletrônico —, é o Doom. Pois a comunidade de modders decidiu dar mais um passo inusitado nessa jornada: colocar DLSS 5, a tecnologia de upscaling por inteligência artificial mais recente da Nvidia, para rodar dentro de um jogo que nasceu para MS-DOS há mais de três décadas.

Quem tocou o projeto foi o desenvolvedor Nikolaio Zhivotenko, que partiu da versão Linux do Doom 1.10 — a mais próxima do código original do MS-DOS — e reconstruiu o caminho de renderização em cima de DirectX 12. Na prática, isso significa que cada frame do jogo passou a gerar dados de profundidade, normais e movimento que simplesmente não existiam na época em que o game foi lançado, abrindo espaço para a IA da Nvidia entrar em cena.

Texturas mais nítidas sem perder a essência

O resultado, segundo quem já testou, é visível: menos serrilhado e menos esticamento de pixel nas paredes, poças de sangue e sprites dos demônios, mantendo a taxa de quadros e a fluidez do jogo original intactas. Ninguém quer um Doom irreconhecível — e, pelo visto, não é isso que está acontecendo aqui.

Para fazer a mágica acontecer, Zhivotenko usou o DLSS Swapper, uma ferramenta de código aberto que permite trocar versões do DLSS dentro de jogos, mesmo os que não foram pensados para isso. O projeto, batizado de niko-zvt, já está disponível no GitHub com todo o código-fonte aberto — o que é uma boa notícia para quem gosta de meter a mão e testar em casa.

Próximos passos (e um precedente e tanto)

A ideia não para no Doom: Zhivotenko já sinalizou planos de levar o mesmo tratamento para Duke Nukem 3D e Quake, outros ícones da era DOS. E o caso não é isolado — a mesma comunidade de modders já havia conseguido antes rodar o DLSS 4.5 da Nvidia em placas de vídeo da AMD Radeon, driblando limitações de hardware que, a princípio, deveriam ser intransponíveis.

No fim das contas, é mais uma prova de que a nostalgia gamer e a IA de ponta não são, necessariamente, inimigas — e que tem gente disposta a gastar tempo e talento só para deixar um clássico ainda mais bonito, de graça, para qualquer um baixar.

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