
Monitor OLED da Asrock troca 4K por 480 Hz com um clique, mas custa caro
O Phantom Gaming PGO32UFS alterna entre 4K a 240 Hz e Full HD a 480 Hz na mesma tela WOLED, mas o preço no Brasil ainda pesa contra ele.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Um monitor, dois personagens
Imagina ter dois monitores gamers dentro de um só, e poder trocar entre eles apertando um botão físico na moldura. É essa a proposta do Phantom Gaming PGO32UFS, o novo monitor OLED da Asrock — fabricante taiwanesa mais conhecida por placas-mãe e periféricos gamer do que por telas. Com um painel WOLED de 31,5 polegadas, ele funciona em modo dual: 4K a 240 Hz para quem quer nitidez em jogos mais lentos e produtividade, ou Full HD a 480 Hz para quem joga competitivo e precisa de cada milissegundo a menos de resposta. Na prática, é a diferença entre admirar o cenário de um RPG em altíssima resolução e reagir a um inimigo que aparece na tela por uma fração de segundo em um shooter competitivo, sem precisar trocar de monitor para isso.
Números que fazem diferença no jogo
O tempo de resposta de 0,03 ms (GTG) é o tipo de especificação que só faz sentido quando comparada: monitores LCD gamers de ponta costumam girar entre 1 ms e 4 ms, então a vantagem do OLED aqui é evidente na ausência de rastro visual em cenas rápidas. O contraste de 1.500.000:1 e a cobertura de 99% do espaço de cores DCI-P3 também são números que só o OLED entrega com essa naturalidade, resultado direto da tecnologia de pixels que se apagam individualmente. Do lado da conectividade, o monitor vem com 2 DisplayPort 1.4, 2 HDMI 2.1, entrada USB-C e até antena Wi-Fi embutida, um pacote completo para quem quer centralizar tudo em uma única tela.
Onde a Asrock ainda perde para os rivais
Nem tudo é perfeito. Segundo o review do Canaltech, o brilho de 275 nits em conteúdo SDR fica abaixo do esperado para uma tela de 32 polegadas, e o HDR, apesar do pico de 1.300 nits, entrega cores lavadas em vez de impactantes. Os alto-falantes embutidos de 5W cada também não convencem, o que já era esperado nesse tipo de produto. A comparação inevitável é com o Alienware AWw3225QF e o Samsung Odyssey G8, dois concorrentes diretos que, segundo o próprio review, entregam qualidade de imagem semelhante ou superior.
Vale o preço no Brasil?
Aqui está o ponto que trava a recomendação: nos Estados Unidos, a Asrock precificou o PGO32UFS em US$ 899, valor competitivo frente a rivais QD-OLED mais caros. No Brasil, porém, o cenário é bem diferente: o Canaltech registrou o monitor por cerca de R$ 8.000 e, na data da publicação do review, ele sequer estava disponível para compra no país. O próprio veículo recomenda a compra apenas se o preço cair abaixo de R$ 7.000. É a velha equação do mercado brasileiro: um produto de nicho, com impostos de importação e câmbio no meio do caminho, que só compensa se a promessa de imagem impecável vier acompanhada de um desconto agressivo. Para quem já tem orçamento de sobra e quer o melhor dos dois mundos, resolução e taxa de atualização, o PGO32UFS é tecnicamente competente. Para o bolso médio do gamer brasileiro, ainda é cedo demais.