
Moove capta US$ 250 milhões para virar a espinha dorsal dos robotáxis
A startup nigeriana Moove levantou US$ 250 milhões em rodada Série C liderada pela Mubadala, atingindo valuation de US$ 2,1 bilhões, para expandir sua operação de infraestrutura para veículos autônomos em parceria com a Waymo.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
Rodada bilionária para infraestrutura de robotáxis
A Moove, startup de mobilidade fundada por empreendedores nigerianos, anunciou nesta quarta-feira (5) a captação de US$ 250 milhões em uma rodada Série C, elevando seu valuation a US$ 2,1 bilhões. A rodada foi liderada pela Mubadala Investment Company, fundo soberano de Abu Dhabi, com participação da Woven Capital — braço de investimentos da Toyota — e da Ion Pacific.
Investidores que já apostavam na empresa, como BlackRock, Uber, MUFG e Franklin Templeton, também participaram do aporte, ao lado de novos nomes como BlueCrest Capital Management e Sona Asset Management.
De financiadora de motoristas a espinha dorsal dos robotáxis
Fundada em 2020 por Ladi Delano e Jide Odunsi em Lagos, na Nigéria, a Moove começou financiando veículos para motoristas de aplicativos de transporte. Hoje, sediada em Dubai, opera uma frota de 42 mil veículos em 14 países, com 3.300 funcionários.
A empresa não desenvolve tecnologia de direção autônoma — em vez disso, posiciona-se como a camada operacional do setor: financia, possui e mantém veículos e a infraestrutura de recarga necessária para operá-los. Desde 2023, mantém parceria com a Waymo, unidade de robotáxis da Alphabet, cuidando da gestão de frota e infraestrutura de recarga em cidades como Phoenix, Miami e Las Vegas, com planos de expansão para Londres.
"Nesse mundo, quem é dono do veículo? Quem opera o veículo? Quem orquestra o veículo? Quem faz a manutenção?", questionou o cofundador e co-CEO Ladi Delano, ao explicar a lacuna que a empresa busca preencher no ecossistema de carros autônomos.
Planos para os recursos captados
Com o novo aporte, a Moove pretende expandir sua frota autônoma, construir centros automatizados de manutenção e recarga chamados "Nests" — já com 15 unidades em desenvolvimento — e entrar em novos mercados internacionais. A empresa também planeja mais que triplicar a equipe dedicada a veículos autônomos, de cerca de 150 para 500 funcionários, ao longo de 2026.
"No fim das contas, nossa visão é ser dona de centenas de milhares de veículos", afirmou Delano, reforçando a ambição da empresa de se tornar o principal parceiro operacional do setor de robotáxis nos próximos anos.