
Moto G Max impressiona com câmera de 200 MP, mas tem limites
Teste do Canaltech mostra boa performance diurna e no modo retrato, mas aponta perda de nitidez na ultrawide e dificuldade em cenas de alto contraste. Aparelho sai por cerca de R$ 2.000.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Câmera de 200 MP por cerca de R$ 2.000
O Moto G Max, intermediário da Motorola, aposta tudo na câmera principal de 200 MP com estabilização óptica de imagem (OIS), acompanhada de uma ultrawide de 8 MP com campo de visão de 120° e uma frontal de 32 MP. No teste de câmera do Canaltech, o conjunto convenceu em boa parte das situações — e o aparelho é encontrado por valores próximos de R$ 2.000, preço competitivo para a proposta.
Onde o celular brilha
Foto: reprodução/canaltech.com.br
Em boa iluminação, a câmera principal entrega "alto nível de detalhes e cores vivas", segundo a análise. O HDR equilibra bem luz e sombra em cenas de contraste, e as selfies saem com processamento natural, sem o excesso de suavização comum em intermediários. O modo retrato também teve boa performance, inclusive em situações mais complexas, como cabelos soltos ou fundos irregulares. A estabilização óptica ajuda a reduzir fotos borradas em ambientes com pouca luz.
Onde o celular deixa a desejar
A ultrawide é o ponto fraco do conjunto: a perda de nitidez em comparação com a lente principal é perceptível a olho nu. À noite, reflexos de luz aparecem com facilidade nas fotos, e o desempenho cai em cenários de alto contraste luminoso — luz forte de um lado, sombra pesada do outro. Ou seja: o sensor de 200 MP resolve bem o dia a dia, mas não é imune às limitações físicas de uma câmera de intermediário.
Vale a pena?
Para quem fotografa principalmente de dia, em ambientes externos ou bem iluminados, o Moto G Max entrega mais do que o preço sugere. Quem prioriza fotos noturnas ou cenas de luz difícil deve ajustar a expectativa — e talvez mirar um aparelho de categoria superior. No fim, o Moto G Max confirma uma tendência do mercado brasileiro: câmera de resolução alta virou argumento de venda mesmo em aparelhos de R$ 2.000, mas a qualidade real ainda depende de processamento e sensores secundários, não só do número de megapixels estampado na caixa.