
Moto Watch Ultra chega ao Brasil por R$ 4.999 com 4G e 50h de bateria
A Motorola estreia no segmento premium de smartwatches com o Moto Watch Ultra, que traz eSIM, Wear OS 6 e parceria com a Polar para monitoramento de saúde.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Motorola aposta no segmento Ultra
A Motorola trouxe ao Brasil o Moto Watch Ultra, relógio que custa R$ 4.999 e tenta brigar de igual para igual com os "Ultra" da Apple e da Samsung. É o modelo mais caro e mais ambicioso que a marca já lançou por aqui — e isso muda o jogo em relação ao que a gente estava acostumado a ver com o selo Moto.
Na mão, a primeira diferença salta aos olhos: caixa de 46mm em aço inoxidável, resistência IP68, certificação 5ATM e vidro Gorilla Glass 3 protegendo a tela OLED de 1,5 polegada, que chega a 2.700 nits de brilho. É hardware de relógio robusto, puxado para esporte e uso intenso, não mais o acessório plástico básico dos primeiros Moto Watch.
O que muda na experiência de uso
O salto mais relevante é a conectividade: o Ultra tem suporte a eSIM com chip virtual 4G-LTE, permitindo fazer ligações, enviar mensagens e receber notificações mesmo com o celular longe do pulso. É o tipo de recurso que só os relógios top de linha das grandes marcas ofereciam até pouco tempo atrás.
A Motorola também trocou o sistema operacional proprietário do Moto Watch 100, antecessor do produto, pelo Wear OS 6 do Google, rodando sobre processador Snapdragon W5 Plus Gen 1. É uma mudança de filosofia: o modelo anterior prometia até 13 dias de autonomia justamente por usar um software mais leve. O Ultra inverte a lógica e promete até 50 horas de bateria sem o modo always-on (45 horas com ele ligado), com 15 minutos de carregamento rendendo até 24 horas de uso.
Parceria com a Polar
Outro diferencial é a parceria com a Polar, companhia finlandesa referência em monitoramento esportivo e de bem-estar, que empresta tecnologia ao relógio. Entre os recursos estão o Health Insights, com recomendações personalizadas, o Running Coach, para treinos guiados de corrida e caminhada, além de funções como Serene (respiração guiada), Nightly Recharge (recuperação do sistema nervoso autônomo) e Sleep Plus Stages (pontuação do sono).
Vale o preço no Brasil?
Pelos R$ 4.999 cobrados aqui, o Moto Watch Ultra entra na mesma faixa de relógios premium concorrentes, mas chega como opção intermediária: mais caro que o Moto Watch básico, porém mais barato que os rivais diretos de mercado. A pergunta que fica é se o consumidor brasileiro vai topar pagar o preço de um smartwatch de ponta em uma marca historicamente associada a produtos de entrada e intermediários.