
Muse, agente de IA da Meta, chega ao iPad um mês após debut no celular
A assistente de inteligência artificial ganha versão nativa para tablet e novas integrações, menos de 30 dias depois de estrear no iPhone e no Android.
Por Marina Sato · Repórter de IA
Um mês de distância
O Muse, agente de inteligência artificial da Meta, chegou ao iPad em 7 de outubro. A versão para tablet sai cerca de um mês depois do lançamento do Muse no iPhone e no Android, em 8 de setembro. No intervalo, a Meta também lançou uma versão para Mac, em 17 de setembro.
O ritmo é rápido mesmo para o padrão do setor de IA: três plataformas novas — iPhone/Android, Mac e agora iPad — em um mês de intervalo entre a primeira e a última.
O que o Muse faz
O agente permite conectar contas para gerenciar e-mail, reuniões e compromissos, além de executar tarefas como reservar restaurante e fazer compras online em nome do usuário. Na versão para iPad, a Meta aproveita a tela maior e os recursos de multitarefa do iPadOS para expandir a experiência.
O lançamento também vem com mais integrações. Entram conectores para pequenas empresas, como Asana, Canva, Dropbox, Figma, QuickBooks, GitHub e Klaviyo; para produtividade, como Notion e Granola; e para varejo, incluindo Best Buy, Gap, Sephora, Walmart e Wayfair. A lista amplia o número de serviços de terceiros que o Muse consegue operar diretamente.
Desde a estreia em setembro, o Muse já soma 6,6 milhões de instalações, segundo estimativas da empresa de análise de mercado Sensor Tower. O app chegou a liderar o ranking de aplicativos gratuitos para iPhone na App Store nas primeiras semanas após o lançamento.
O que falta responder
As coberturas do lançamento não trazem números de usuários específicos para a versão de iPad, nem detalham se as integrações de varejo e produtividade chegam simultaneamente em todos os mercados onde o Muse está disponível. Também não está claro, até aqui, qual é a meta de expansão da Meta para outras plataformas — como Windows, para onde o agente também foi anunciado na mesma semana — nem como a empresa pretende monetizar o uso do assistente a médio prazo.