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IAMercado09 de set. de 2026, 08:42Atualizada em 09 de set. de 2026, 18:47

Muse, agente de IA da Meta, vai pedir acesso a e-mail e pagamentos

A Meta lançou o Muse, assistente pessoal que agenda compromissos, compra ingressos e negocia em nome do usuário — mas exige acesso a e-mail, calendário, pagamentos e apps de saúde.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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O lançamento

A Meta lançou nesta terça-feira (8) o Muse, agente de IA pessoal para maiores de 18 anos, disponível inicialmente nos Estados Unidos pela web, por apps para iOS e Android e pelo WhatsApp. Rodado pelo modelo Muse Spark, o agente promete cuidar de tarefas do dia a dia: marcar compromissos, comprar ingressos de cinema, organizar viagens, preencher autorização escolar e até negociar contas em nome do usuário. O plano gratuito convive com dois pagos: Power, a US$ 20 por mês, e Maximum, a US$ 100 por mês.

O que ele pede

Para funcionar, o Muse solicita conexão — sempre opt-in, app por app — com e-mail, calendário, contas de pagamento e banco, apps de saúde e fitness, casa inteligente, música e serviços de compras. É o maior nível de acesso a dados pessoais que a Meta já pediu para um produto de consumo.

As travas de segurança

O agente roda numa máquina virtual isolada na nuvem, batizada de Muse Secure VM, com um navegador próprio visível ao usuário. A Meta diz que o Muse não vê senhas nem métodos de pagamento diretamente, e que um segundo agente, o Sentinel, roda na mesma máquina para aprovar ações sensíveis, como enviar um e-mail ou fazer uma compra, antes delas saírem para a internet.

O histórico que pesa contra

A confiança é o obstáculo central. A Meta já pagou multa recorde de US$ 5 bilhões à FTC, agência antitruste dos Estados Unidos, em 2019 por violação de privacidade, esteve no centro do escândalo Cambridge Analytica e fechou, em agosto de 2026, um acordo de US$ 18 bilhões com 29 estados americanos por danos a menores nas suas plataformas. Dar a esse histórico acesso a e-mail e conta bancária é um salto de confiança que a empresa ainda não provou merecer.

O que falta responder

A Meta diz que os dados do Muse não alimentam o sistema de anúncios, mas não publicou uma auditoria independente que confirme isso. Também não ficou claro quanto tempo o histórico de ações do agente fica armazenado, nem o que acontece com esses dados se o usuário cancelar a assinatura.


Atualização (08/09, 21:44): A Meta detalhou a lista de serviços com os quais o Muse pode se conectar: além de acessar dados do Facebook e do Instagram para personalizar recomendações, o agente se integra a Gmail e Spotify, e a plataformas de reservas e ingressos como OpenTable e Ticketmaster, além de Shopify e Stripe para compras online. Segundo a Meta, o Muse é o primeiro agente de IA coberto pelas garantias do Stripe em caso de erros durante compras.

O assistente é alimentado pelo modelo Muse Spark (lançado em abril) e opera em uma máquina virtual própria na nuvem, o que permite executar tarefas mesmo com o dispositivo do usuário desligado, navegar pela web, negociar termos e agir de forma autônoma "24 horas por dia, sete dias por semana", segundo Mark Zuckerberg. A empresa afirma que o Muse não acessa senhas nem dados de cartão de crédito diretamente, mas reconhece que a ferramenta "às vezes cometerá erros", mantendo o usuário no controle final das ações.

O Muse estará disponível em aplicativo dedicado e pelo WhatsApp, em versões Android e iOS, com um plano gratuito limitado e assinaturas pagas de US$ 20/mês e US$ 100/mês (cerca de R$ 104 e R$ 520). O lançamento é restrito a usuários maiores de 18 anos nos Estados Unidos, sem previsão de chegada ao Brasil.


Atualização (08/09, 21:44): A Meta detalhou a lista de serviços com os quais o Muse pode se conectar: além de acessar dados do Facebook e do Instagram para personalizar recomendações, o agente se integra a Gmail e Spotify, e a plataformas de reservas e ingressos como OpenTable e Ticketmaster, além de Shopify e Stripe para compras online. Segundo a Meta, o Muse é o primeiro agente de IA coberto pelas garantias do Stripe em caso de erros durante compras.

O assistente é alimentado pelo modelo Muse Spark (lançado em abril) e opera em uma máquina virtual própria na nuvem, o que permite executar tarefas mesmo com o dispositivo do usuário desligado, navegar pela web, negociar termos e agir de forma autônoma "24 horas por dia, sete dias por semana", segundo Mark Zuckerberg. A empresa afirma que o Muse não acessa senhas nem dados de cartão de crédito diretamente, mas reconhece que a ferramenta "às vezes cometerá erros", mantendo o usuário no controle final das ações.

O Muse estará disponível em aplicativo dedicado e pelo WhatsApp, em versões Android e iOS, com um plano gratuito limitado e assinaturas pagas de US$ 20/mês e US$ 100/mês (cerca de R$ 104 e R$ 520). O lançamento é restrito a usuários maiores de 18 anos nos Estados Unidos, sem previsão de chegada ao Brasil.


Atualização (09/09, 18:47): Atualização: Ao apresentar o Meta Muse, Mark Zuckerberg descreveu o agente como um assistente pessoal de inteligência artificial que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, em nome do usuário. Segundo a Meta, o Muse continua trabalhando mesmo depois que o usuário fecha o aplicativo, avançando sozinho em tarefas e aprendendo com conversas anteriores para ajudar a organizar a rotina, o tempo e os recursos da pessoa.

Para garantir segurança nesse funcionamento contínuo — que inclui a possibilidade de realizar pagamentos e outras ações sensíveis —, a Meta afirma ter criado o "Muse Secure VM", um computador virtual próprio e dedicado a cada usuário, com navegador visível e construído com proteções de privacidade incorporadas desde o início do desenvolvimento. Segundo Alexandr Wang, diretor de IA da Meta, esse nível de isolamento "não existe em nenhum outro agente disponível atualmente no mercado".

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