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Mercado27 de out. de 2026, 12:39

Musk acusa Ucrânia de violar termos do Starlink com ataque de drone

Dono da SpaceX diz que militares ucranianos usaram a rede comercial Starlink em operação ofensiva de drones. Kiev nega e aponta limites técnicos que impediriam o uso alegado.

Por Marcos Silva · Repórter de plantão

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A acusação

Elon Musk, fundador da SpaceX, afirmou que militares da Ucrânia violaram os termos de uso do Starlink, rede comercial de internet via satélite da empresa, ao usá-la em operações ofensivas de drones. Segundo Musk, uma brecha que permitia esse uso foi fechada na semana anterior à denúncia.

Musk separou dois sistemas: o Starlink comercial e o Starshield, versão militar controlada pelo governo dos Estados Unidos. Para ele, a conectividade comercial nunca foi autorizada para operações ofensivas letais — só o Starshield teria esse uso liberado.

A Ucrânia rejeitou a acusação. Serhii Sternenko, conselheiro voluntário ligado à área de drones, disse que listas de autorização definidas em fevereiro restringem operações móveis ao Starshield, não ao serviço comercial. Serhii Beskrestnov, conselheiro de tecnologia da presidência ucraniana, foi mais técnico: disse que limites de velocidade de 70 a 90 km/h e geofencing dentro do território russo impedem, na prática, que o Starlink comercial guie ataques profundos.

Musk confirmou que a SpaceX impôs limites adicionais ao uso do Starlink na Ucrânia na semana anterior à polêmica — e que essas restrições já causaram disrupção em operações militares ucranianas. Ele defendeu a permanência do serviço: "O Starlink continua crítico para a defesa da Ucrânia, porque é o único sistema que não pode ser interferido ou destruído, ao menos por enquanto." E foi além: "Se o Starlink fosse desligado, a linha de frente ucraniana entraria em colapso imediatamente."

Não há, até a publicação desta matéria, confirmação independente de qual lado está certo sobre o uso técnico da rede. A disputa mistura contrato comercial, guerra e política — e segue sem desfecho público.

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