
Musk aposta em 1 bilhão de robôs humanoides no mundo até 2036
No G20 Innovation Ministerial, Elon Musk previu ao menos 1 bilhão de robôs humanoides em operação em dez anos, cada um com produtividade cinco vezes maior que a de uma pessoa.
Por Marina Sato · Repórter de IA
Um bilhão. Esse é o número de robôs humanoides que Elon Musk diz que estarão em funcionamento no mundo daqui a dez anos, até 2036. A previsão foi apresentada durante o G20 Innovation Ministerial, encontro realizado em Chapel Hill, na Carolina do Norte (EUA), com autoridades e executivos de tecnologia.
A aposta de Musk
Segundo o bilionário, cada robô produzirá o equivalente a cinco pessoas trabalhando. Na prática, isso significaria uma capacidade produtiva extra equivalente a 5 bilhões de trabalhadores humanos somada à força de trabalho global.
Foto: reprodução/breitbart.com
Musk disse estar disposto a apostar "dinheiro sério" nesse cenário. Em suas palavras, repassadas por veículos internacionais que cobriram o evento: "há pelo menos um bilhão de robôs em dez anos, e esses robôs terão pelo menos cinco vezes a produção de um humano". Ele completou que "um bilhão de robôs humanoides será mais produtivo do que todos os humanos combinados".
A Tesla, fabricante de carros elétricos de Musk, desenvolve o robô humanoide Optimus, projeto citado como base da aposta do empresário para escalar a produção em massa nos próximos anos.
IA em prazo mais curto
Musk também deu prazos para a inteligência artificial. Para ele, sistemas de IA devem ficar "excepcionalmente bons" em tarefas digitais entre 12 e 18 meses. Até o fim de 2027, a expectativa é que a IA seja capaz de realizar praticamente todo trabalho em áreas digitais.
No campo econômico, o empresário estimou que a IA pode aumentar o PIB global entre 20% e 30%, adicionando de US$ 20 trilhões a US$ 30 trilhões por ano à economia mundial.
O gargalo da energia
Musk alertou para uma "crise de energia bastante severa" a caminho. Segundo ele, a produção de chips de IA cresce de 40% a 50% ao ano, ritmo muito acima da expansão da capacidade energética, hoje entre 10% e 20% ao ano. Isso deve gerar um déficit de pelo menos 15 gigawatts para abastecer data centers de IA até 2027.
O que falta responder
Musk já fez previsões otimistas sobre a Tesla e a robótica que não se confirmaram no prazo anunciado. Falta saber que base de cálculo sustenta o salto de zero para 1 bilhão de unidades em uma década, e quais empresas, além da Tesla, teriam capacidade industrial para chegar perto desse volume.