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IAMercado05 de out. de 2026, 09:47

Nadella chama novo Copilot de sistema operacional do trabalho

A Microsoft reposicionou o Copilot em quatro módulos — Home, Code, Autopilot e Office — enquanto remove o selo da marca de apps como o Notepad do Windows 11.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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Quatro módulos. Essa é a nova estrutura do Copilot que a Microsoft anunciou a clientes corporativos nesta semana — o maior reposicionamento do assistente de IA desde seu lançamento.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, descreveu a mudança em termos ambiciosos: a empresa está construindo o Copilot como um novo sistema operacional para o trabalho, que abrange todo modelo, todo formato e toda tarefa, segundo o executivo. A aposta é transformar o Copilot de uma janela de chat aberta sob demanda em uma camada que roda o tempo todo sobre a rotina de trabalho do usuário.

O que muda

O app passa a reunir quatro peças em um só lugar. Home combina o chat tradicional com o Cowork, modo de execução de tarefas delegadas. Code é um construtor de aplicativos internos, hospedados dentro do ambiente da própria empresa. Autopilot é um agente de longa duração — antes chamado internamente de Scout — que a Microsoft descreve como capaz de seguir trabalhando enquanto o usuário está offline. E Office passa a rodar Word, Excel e PowerPoint diretamente dentro do Copilot, em vez de como complementos.

A contradição aparente

Enquanto Nadella promove o Copilot como um sistema operacional, a Microsoft está fazendo o caminho inverso dentro do Windows 11: removendo o selo da marca Copilot de aplicativos como Notepad, Snipping Tool, Photos e Widgets. No Notepad, o botão de atalho para o Copilot virou um menu chamado "Writing Tools" — as funções de reescrita, resumo e ajuste de tom continuam lá, só sem o nome Copilot estampado.

A empresa justificou a decisão dizendo que vai ser mais intencional sobre como e onde o Copilot se integra ao Windows, focando em experiências genuinamente úteis, reduzindo pontos de entrada desnecessários.

O que falta responder

Não está claro, pelas fontes disponíveis, se a reformulação resolve o problema de adoção que a Microsoft reconhece internamente. Também não há cronograma público de quando os quatro módulos — Home, Code, Autopilot e Office — chegam a todos os clientes corporativos.

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