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Mercado23 de set. de 2026, 20:56

Nexstrom capta US$ 12 milhões para levar chips 2D à escala industrial

Startup de Singapura quer ser a primeira a cultivar semicondutores 2D em wafers comerciais de 300mm, tecnologia vista como sucessora do silício em chips avançados.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Rodada eleva capital total a US$ 15 milhões

A Nexstrom, startup de Singapura que desenvolve equipamentos para fabricação de semicondutores 2D, fechou uma rodada seed de US$ 12 milhões liderada pela Xora Innovation, com participação da Foothill Ventures e da SEEDS. Com o aporte, o total captado pela empresa sobe para US$ 15 milhões, incluindo US$ 3 milhões em fundos não diluídos.

O valor pode parecer modesto perto dos bilhões movimentados por gigantes de chips como TSMC e Samsung, mas o mercado de equipamentos de fabricação de semicondutores é dominado por poucas empresas com décadas de vantagem tecnológica — e é justamente essa fresta que a Nexstrom mira, não como concorrente das fabricantes, mas como fornecedora de tecnologia para elas.

O que são os chips 2D

A empresa trabalha com dicalcogenetos de metais de transição (TMDs), materiais ultrafinos capazes de driblar problemas que atormentam os transistores de silício em escalas cada vez menores, como vazamento de elétrons e dissipação de calor. O produto central da Nexstrom, batizado North Star, é um equipamento que cultiva TMDs diretamente sobre wafers comerciais. O diferencial que a empresa vende é a escala: pesquisadores já produzem materiais 2D de alta qualidade em laboratório, mas apenas em escala mínima. A proposta é levar esse processo a wafers de 300mm, o mesmo padrão usado por fábricas de chips ao redor do mundo.

Cronograma apertado até a produção comercial

A startup, cofundada pelo cientista-chefe Lance Li — que passou por pesquisas de eletrônica pós-silício na TSMC e estuda materiais 2D desde 2012 — planeja concluir a produção em wafers de 8 polegadas até outubro. A meta é ter equipamento pronto para produção comercial entre 2030 e 2035, prazo que expõe o principal risco do negócio: mesmo com o investimento, a validação em escala industrial ainda está a anos de distância.

Com o novo aporte, a empresa deve expandir a equipe e reforçar os controles de processo, além de apoiar programas de qualificação junto a parceiros da indústria — passo decisivo para transformar uma tecnologia de laboratório em produto vendável.

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