Nio, sucessora da Oi, volta para a telefonia móvel com plano a R$ 140
Nio, antiga Oi Fibra, lança planos que combinam fibra óptica e internet móvel 5G via parceria com a Surf Telecom, usando a rede da TIM.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
O número que importa: R$ 140 por fibra e celular juntos
A Nio, provedora de internet fixa que nasceu da venda da antiga Oi Fibra e hoje é a terceira maior empresa de banda larga fixa do país, com cerca de 3,2 milhões de clientes, estreou no mercado de telefonia móvel. É importante o leitor não confundir: essa Nio nada tem a ver com a montadora chinesa de carros elétricos de mesmo nome — trata-se da sucessora da Oi no segmento de fibra óptica, agora expandindo para o celular.
O plano de entrada combina internet fibra com franquia de internet móvel 5G para uso no celular, por cerca de R$ 140 mensais, integrando chamadas e SMS ilimitados à franquia de dados móveis.
Como funciona por trás do capô
A operação móvel não usa rede própria: é um MVNO (operadora móvel virtual) operado em parceria com a Surf Telecom, que por sua vez utiliza a infraestrutura de rede da TIM para entregar o sinal 5G. Na prática, o cliente Nio contrata fibra e, depois da instalação, ativa a linha móvel pelo aplicativo da empresa — sem precisar de loja física ou nova instalação técnica. A oferta está disponível em cerca de 300 cidades onde a Nio já opera fibra.
Quem ganha e quem perde
Para a Nio, a aposta é reduzir a evasão de clientes de fibra oferecendo um pacote convergente — movimento que operadoras tradicionais como Vivo e Claro já fazem há anos combinando banda larga e celular sob uma assinatura só. Para o consumidor, a entrada de mais um player no mercado convergente tende a pressionar preços, especialmente em cidades onde a concorrência já é acirrada.
Já a TIM ganha volume de tráfego ao fornecer a rede para o MVNO da Surf Telecom, sem o custo de aquisição direta de clientes. O movimento também marca o fechamento de um ciclo simbólico: a empresa que nasceu da fragmentação da Oi — vendida em pedaços para Vivo, Claro e TIM em 2020 — volta a oferecer telefonia móvel, ainda que como operadora virtual, quase seis anos depois da operação original ser desmontada.