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IAMercado11 de ago. de 2026, 18:59

Nissan usa IA para vigiar movimentos de operários e economiza US$ 34 milhões

Câmeras com inteligência artificial mapeiam posturas de trabalhadores nas fábricas da Nissan nos EUA e já geraram economia estimada em US$ 34 milhões em custos de saúde e segurança.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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US$ 34 milhões economizados

A Nissan estima ter economizado US$ 34 milhões (cerca de R$ 173 milhões) em custos de saúde e segurança do trabalho depois de instalar câmeras com inteligência artificial em sua fábrica de Canton, nos Estados Unidos, onde são produzidos os modelos Frontier e Altima. A tecnologia já é usada nessa planta e deve se expandir para a unidade de Smyrna, no Tennessee.

Como funciona

Foto: reprodução/dnyuz.com

As câmeras analisam os movimentos repetitivos dos operários na linha de montagem. O sistema mapeia articulações e posturas dos trabalhadores e compara cada movimento com o chamado "golden cycle" — o padrão de execução considerado ideal para aquela tarefa.

A partir dessa comparação, a IA identifica riscos de lesão e desgaste físico, como dobrar o corpo de forma excessiva. Com esses dados, a gestão da fábrica decide se reposiciona trabalhadores, altera a sequência de montagem ou redesenha postos de trabalho.

Mais que corte de custo

Foto: reprodução/carscoops.com

Segundo a Nissan, o sistema nasceu de um uso diferente: a análise automatizada de imagens já era aplicada para otimizar processos de fabricação e treinar novos funcionários. A empresa percebeu depois que os mesmos dados serviam para proteger a saúde da equipe.

Há ainda um efeito colateral considerado positivo pela montadora: a preservação do conhecimento prático de funcionários veteranos que estão se aposentando, hoje incorporado nos padrões de movimento mapeados pelo sistema.

O discurso da empresa

Executivos da Nissan afirmaram que a tecnologia "não veio para eliminar empregos", e que a prioridade é ergonomia e treinamento de equipe para evitar lesões. A afirmação chama atenção porque vem em meio ao processo de reestruturação global da montadora, que enfrenta cortes e revisão de operações em várias frentes — contexto que naturalmente aumenta a desconfiança de trabalhadores sobre qualquer sistema de monitoramento por câmeras, ainda que o discurso oficial seja de proteção, não de vigilância para demissão.

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